Estreia nesta quarta-feira (06/04) às 20h, na Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, o projeto “Coral Cidade dos Profetas e as Grandes Celebrações Coloniais”.A apresentação conta com a participação da contralto Luciana Monteiro e a entrada é gratuita.
A iniciativa da Associação Cultural Canto Livre, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale e da CSN, trará de volta composições do período colonial em ações educativas e concertos.
A música no período colonial foi um importante instrumento para a formação de uma sensibilidade barroca única em Minas Gerais. A orientação participativa e altamente emotiva das festas coloniais como a Semana Santa , motivava a atuação de músicos amadores, semi-profissionais e profissionais, contratados para tocar e cantar nas celebrações. A movimentação cultural em torno das festividades acabou dando origem a um rico patrimônio imaterial simbolizado pelas composições daqueles tempos, agora resgatado em concertos pelo Coral Cidade dos Profetas.

Além de Congonhas, que receberá um concerto com repertório inspirado na Semana Santa, como as “Matinas de Sexta-feira Santa – Noturno n° 2”, de Lobo de Mesquita, o projeto homenageará outras celebrações marcantes ocorridas em Ouro Preto, São João del-Rei, Diamantina e Belo Horizonte. Nas ocasiões, a programação chegará, também, em formato de workshops, palestras e ainda sessões comentadas do documentário sobre o trabalho de preservação da música colonial mineira realizado pelo grupo. Em cada cidade, os concertos terão a participação de solistas e orquestra convidada, com um repertório em homenagem aos compositores cujas obras marcaram época. Manoel Dias de Oliveira, Joaquim José Emerico Lobo de Mesquita, Padre João de Deus Castro Lobo, Marcos Coelho Neto e Jerônimo de Souza Lobo são alguns exemplos dos compositores que terão suas obras apresentadas.

“Por meio do projeto queremos aproximar este legado do grande público, em recitais em igrejas, reproduzindo a mesma atmosfera do período colonial. Esperamos que as novas gerações tenham, assim, a oportunidade de vivenciar esse rico patrimônio do povo mineiro que é cada vez mais raro de se ouvir no presente”, explica o maestro Herculano Amâncio, regente do Coral. Durante os concertos, o repertório será gravado ao vivo e, posteriormente, lançado virtualmente e disponibilizado gratuitamente.
