Seguem as discussões a respeito da situação dos professores em Minas Gerais, em greve desde o dia 8 de março, com foco na reivindicação pelo pagamento do piso nacional da categoria.
A situação também foi discutida na sessão da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete nesta quinta-feira (24/05). A coordenadora da subsede do Sind-UTE local, professora Elizete Maria Aparecida Barros, fez uso da tribuna para informar sobre o movimento e defendeu a categoria: “Estamos há cinco anos sem reajuste e muitos trabalhadores não chegam a receber um salário mínimo. Como é o caso das nossas auxiliares de serviço da educação básica que preparam com tanta dedicação a merenda e cuidam de toda a logística de organização das escolas estaduais. A cada dia o movimento grevista cresce em nossa região e em Minas Gerais. Alcançando 90% do estado. A categoria reivindica ao governo Zema o cumprimento do piso salarial profissional nacional”, salienta a professora.
Segundo Elizete, o sindicato já demonstrou que o Executivo teria condições de pagar o valor esperado pela categoria. Isto porque foram apresentados dados sobre aumento da receita e de recursos vinculados como o FUNDEB e MDE nos últimos anos. Apesar disso, o governo estadual teria demonstrado falta de interesse na continuidade do processo de mediação das reivindicações.

A professora salientou que parte dos profissionais de educação se sente coagido pelo estado e pediu para que as negociações aconteçam pacificamente: “Fazemos um apelo para que o governo Zema cesse com as ameaças e retaliações contra as categorias do funcionalismo que estão em greve. Exigimos negociações e respeito já. A única ferramenta que temos para negociar com o governo é nossa organização coletiva” disse Elizete.
As negociações devem continuar no estado por mais algum tempo. Os manifestantes já recusaram a proposta de reajuste em 10,06% que havia sido proposta pelo governo Zema e reivindicam o índice de 33,24%, definido como piso nacional no início de 2022.
