Há quase uma semana, moradores do bairro Almeidas em Conselheiro Lafaiete estão sem transporte público. A Viação Umuarama cancelou os quatro horários disponíveis e não informou a população a respeito, que agora paga cerca de R$ 7,00 (sete reais) para conseguir se locomover para o trabalho e escola, pagando passagem em ônibus de linha intermunicipal . É o que afirmam moradores em contato com a imprensa.
Daniela Aparecida Rodrigues Procópio, moradora do Almeidas relata a situação. “A gente está passando por um aperto danado para ir trabalhar e para voltar. A gente está tentando se virar, mas está muito difícil. A Viação Umuarama não dá explicação nenhuma. A gente tenta ligar, mas não atendem e não deixaram nada nas redes sociais falando o que ia acontecer. No bairro Almeidas não tem como a gente andar a pé, é complicado, é mais ou menos uns 10km (do centro). É muito difícil. A gente que é trabalhador precisa muito, é nosso sustento. Eles podiam, ao menos, colocar o horário de trabalho: às 7h e às 17h. Muita gente ainda ia ficar prejudicada, mas ao menos quem trabalha vai estar melhor”, defende a moradora.
Resposta da empresa
Entramos em contato com a Viação Umuarama para pedir uma resposta sobre o assunto. A empresa diz que está acompanhando a situação, e que, com os custos no nível que estão hoje, as linhas com baixa demanda estão sendo reformuladas. Destacou que espera que seja resolvido o mais rápido possível a questão do reajuste da tarifa para que o sistema se torne viável; uma vez que da forma que vinha sendo operado só está acumulando prejuízo.

A audiência pública que visa o reajuste dos preços está marcada para o dia 4 de março e acontecerá no Solar Barão de Suaçuí, na rua Barão de Suassuí, 106, no centro da cidade.
Além da readequação do sistema em questão de atendimento à população com oferta de frota e quilometragem, está tramitando na Câmara de Vereadores, alguns projetos de lei para amenizar o custo da operação, como a diminuição da alíquota do ISSQN de 4% para 1% e a alteração da Lei 6.044/2021 que retira a obrigação da presença de cobradores em 100% dos horários, o qual já foi tratado no ano passado, porém não aprovado.
