O ano de 2022 será regido pela sequência de três 2 que resulta no número 6, que representa a ponte, a comunicação entre as pessoas, os negócios, os acordos, a reconexão com afetividades não resolvidas e a incomunicabilidade. Isso vai exigir uma elevada busca pelo autoamor, pela autopercepção, pelo autoconhecimento e pela disciplina. A mutação de sentimentos será uma constante nas relações porque 2022 será regido pela busca da estabilidade emocional e pela ruptura de estruturas segregadoras. O zero, entre os números 2, revela que será um ano de perdas significativas e de uma sensação de vazio existencial. Por outro lado, o número seis representa a união entre o mundo espiritual e o terrestre. Isso poderá amenizar o caos que simboliza essas combinações numéricas.
2022 será um ano de emoções intensas que afetará a humanidade. A fragilidade humana terá espaço para amplos debates, muitos acontecimentos vão abalar o planeta, de tragédias coletivas a insatisfações sociais. Em maio e junho, vão acontecer revoltas e protestos na maioria dos continentes, principalmente na África, nas Américas e na Europa. No Brasil, haverá muitas manifestações que poderão gerar uma crise aguda em instituições jurídicas, políticas e religiosas.
A inteligência emocional será mais cobrada em todos os setores, da família ao trabalho. Será um ano de mudanças de percepções existenciais, o ser humano vai sentir uma necessidade avassaladora de amar e de ser amado. O planeta está carente de cuidados essenciais e a carência de compreensão dessa disfunção vai atingir a todos nós. O ano será norteado por comunicações distorcidas. A incomunicabilidade humana estará estampada e isso ocasionará muitos conflitos. 2022 será a Babel de almas que terão que reaprender a se comunicar com afetividade, objetividade e empatia.
Em tempos de cólera e de guerras contra pandemias, o avanço na ciência e as descobertas científicas representarão o maior legado de 2022. Nas artes, as produções terão uma profundidade que vão surpreender a liquidez e a superficialidade deste século. O caos deverá ser instaurado para que possamos ressignificar o verdadeiro sentido da existência. O que nos resta a fazer? Seguir a vida e enfrentá-la de frente com fé, coragem e discernimento.
Éverlan Stutz é espiritualista, poeta e professor
