Um movimento que conta com participação de artistas de Conselheiro Lafaiete, principalmente músicos, está buscando uma alternativa para que possam continuar trabalhando mediante o decreto que foi publicado pela prefeitura que proíbe até o dia 7 de fevereiro a realização de shows e outros eventos na cidade até 07/02, com a finalidade de evitar aglomeração de pessoas e impedir a disseminação da Covid-19.
Artistas
O grupo de artistas tem encontrado apoio junto à algumas organizações e entidades como a Associação Comercial e a Secretaria Municipal de Cultura de Conselheiro Lafaiete.
Segundo apurado pelo Fato Real reuniões estão ocorrendo para debater alternativas para que, pelo menos, os músicos que se apresentam nos bares com música ao vivo possam voltar a trabalhar.
O secretário municipal de Cultura Geraldo Lafayette disse ao Fato Real que apoia esta causa e está trabalhando para que haja um caminho alternativo para que os músicos não fiquem tão prejudicados.e “Estamos articulando junto a Secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária para que achem um meio-termo e possibilitem a agenda dos músicos”, disse.
A expressão meio-termo vem sendo usada por esse grupo em busca de uma possibilidade para prosseguir trabalhando, assim como tem acontecido em outros municípios. Inclusive alguns cantores de Lafaiete estão se apresentando em cidades da região, onde o protocolo permite que isso aconteça.
Querem trabalhar

Músico há 25 anos, Márcio Zaum lamentou a situação dos profissionais, citando que há preconceitos, ignorância e dificuldade de alguns em entender e aceitar que “músico” é profissão e do trabalho tiram o sustento de suas famílias. “Não existe lógica em liberar sauna, piscina, missa, futebol e proibir o cantor de fazer o show dele na choperia. Sem falar na volta às aulas. Nossa classe já pagou muito caro pelas ações equivocadas do poder público nesta cidade. Fizemos sim nossa parte quando fomos os primeiros a cancelar nossos compromissos. Os estabelecimentos de música ao vivo foram os que mais observaram os protocolos sanitários, assim que publicados, justamente por estarem sujeitos a uma fiscalização mais rígida”, declarou.
