Acionado por populares, o Fato Real esteve na tarde desta segunda-feira 24/01 na policlínica de Lafaiete, para acompanhar o que estava correndo em relação ao atendimento na “Ala 2” chamada de “Ala Covid”.
Superlotação
No local foram vistos muitos pacientes à espera de atendimento médico. Sem espaço adequado, com pessoas enfraquecidas pela doença de pé ou sentadas ao longo do passeio. Muita reclamação do tempo de espera que gira entre 5 e 6 horas; e juntas no mesmo espaço quem já estava com teste positivo para covid e outros apenas com sintomas gripais.
“Tinha muita gente lá dentro, um agarrado no outro. Os bancos não estão com o “X” marcando para saber onde pode e onde não pode sentar. Tem gente que está aqui desde cedo, uma grávida passou mal aqui, a outra teve que ir na padaria passando mal para comer porque está aqui desde cedo. Isto é um absurdo. Cadê Mário Marcus? Cadê o prefeito?” disse uma das pessoas em espera.

Demanda e médicos com Covid
Diane Assis Coura Fidelis, diretora de Atenção Especializada da Secretaria de Saúde, em entrevista à jornalista Gina Costa disse que essa é uma situação que está se repetindo nos últimos tempos devido à uma sobrecarga de trabalho que tem chegado na unidade de saúde. A policlínica tem feito em média de 160 a 180 atendimentos por dia na “Ala Covid”. Cerca de 60 testes são feitos por dia.

Além disso, a policlínica perdeu parte do seu corpo médico temporariamente; somente ontem três médicos testaram positivo para a covid-19. “Quando três médicos nos dão atestado no mesmo dia, a gente fica inviabilizada de estar conseguindo substituição rapidamente. Eles trabalham em outros lugares e têm suas escalas. Nesta segunda-feira conseguimos um profissional, mas ainda assim a demanda é muito grande”, destaca Diane Assis.
Uma das reclamações comuns do lafaietense que vai até a policlínica é a de que os positivados e os que ainda estão com suspeita para a Covid-19 dividem o mesmo espaço na chamada “Ala 2”. Segundo Diane Assis, a separação das pessoas ocorre em relação ao sintoma manifestado: pessoas com sintoma respiratório ficam em parte da unidade e as que apresentam sintomas clínicos ficam em outra parte. E que é dada prioridade na fila de atendimento para os já comprovadamente positivados.
Local de teste
Uma alteração que ocorreu e não foi comunicada a população é que a Secretaria de Saúde mudou o local de fazer os testes, que desde ontem acontecem no antigo PSF do Albinópolis. Com isto, a policlínica ficaria menos sobrecarregada. O que na prática tem pouco resultado já que o paciente após fazer o teste precisa voltar novamente na policlínica. O ideal seria que todo o setor funcionasse em um único local e em boas condições para pacientes e equipe e profissional.

A porta de entrada para a avaliação da suspeita de Covid-19 ainda é a policlínica. O paciente que for identificado como caso possível para a doença será encaminhado para que a testagem seja realizada então no Albinópolis. Se o resultado for positivo, o paciente deve voltar à policlínica para pegar um atestado médico e a receita medicamentosa.
A diretora salienta que a população deve procurar a policlínica quando forem apresentados sintomas mais graves, porque a demanda no local tem sido muito alta. Antes de ir ao local, as pessoas devem buscar os PSFs de cada bairro e lá passarem por uma consulta.
Antigo PSF do Albinópolis
Av. Pref. Pedro Silva, 440
Horário de atendimento: 7h as 17h
