Em um ano de tantas incertezas e mudanças grupos voltados para ações sociais tiveram um papel fundamental. No segundo ano da pandemia, ainda sentindo os impactos da doença na sociedade, a solidariedade foi a palavra-chave.
Mesmo com a retomada gradual das atividades o aumento do preço da gasolina, do gás de cozinha, alimentos básicos e o fim do auxílio emergencial, fizeram com que ainda muitas famílias passassem por momentos de dificuldade.
Solidariedade
Em Conselheiro Lafaiete, há vários exemplos de grupos que, de maneira altruísta, buscaram amenizar o efeito da crise econômica. Exemplos disso são o Clube do Bem e a ONG SóAmor, que ajudam pessoas em vulnerabilidade social durante todo o ano.

Fome
Cláudia Nepomuceno, presidente do grupo SóAmor, pontua que a fome aumentou muito no período de pandemia e os altos índices de desemprego pioraram a situação de diversas famílias: “Hoje são 400 famílias assistidas todos os meses. As doações tendo em vista que a situação de todos nós ficou bem apertada, diminuíram. O que conseguimos foi para que essas famílias não ficassem desamparadas durante este ano. Eu gostaria muito de pedir a todos para que continuem nos ajudando a ajudar para que centenas de famílias sejam agraciadas com este tesouro, que é o alimento, que chega até a mesa deles através de vocês” salienta Cláudia.

O ano todo
Pablo Gonçalves, do Clube do Bem, destaca que o trabalho feito pelo grupo acontece independentemente da pandemia e que a campanha é permanente visando o combate à fome no município. No entanto, Pablo também aponta que a pandemia impôs dificuldades específicas: “Quando a gente olha o todo da situação da pandemia, por onde passamos e o caminho que trilhamos, a gente vê picos de pedidos de ajuda muito fora da curva, muito fora das piores expectativas que tínhamos desde o começo deste enfrentamento. Tivemos muito trabalho, mas como tudo tem um lado positivo, sempre que precisávamos apareciam as doações”, destaca Pablo.

O fundador do Clube do Bem destaca que o Natal é a época em que há maior mobilização para ajudar as pessoas em necessidade e espera que ela se estenda para os outros meses: “Este espírito natalino, que flui em dezembro, ajuda muito na questão do combate à miséria. Eu só queria que em 2022, se falando de doação, fossem 12 dezembros. Que essa preocupação com o próximo se resplandeça pelos 12 meses do ano. Mas se alguém faz pelo menos uma vez por ano, está ótimo. Mas vamos começar com essa reflexão de que todo mês, toda semana, todo minuto do seu dia você possa fazer um pouquinho”.

Colaborou: Mariana Marques/Rádio Carijós
