A Associação de Catadores de Papéis e Materiais Recicláveis de Congonhas (ASCACON) torna pública a difícil situação em que está atuando, que coloca em risco os 18 anos de trabalho.

Ainda na gestão municipal anterior o contrato existente entre a prefeitura e a associação foi rompido. O grande baque com o rompimento foi agravado com o valor dos materiais recicláveis despencando. Atualmente os associados contam somente com a parceria da GRI e já não tem condições de pagar o aluguel do galpão de armazenamento e distribuição.
A presidente da entidade apela para que o município apoie o grupo, assim como ocorre em outras cidades. “Em Minas Gerais os catadores recebem apoio da prefeitura. Seja um aluguel, um caminhão, uma capacitação. Sempre existe um apoio”, diz Vilma Cláudio. É em busca de apoio que a associação está. Segundo Vilma a documentação já foi conferida e está correta. E apesar das promessas, a ajuda não veio. A possibilidade de encerramento das atividades é real.
No entanto, o acompanhamento e a reestruturação da gestão poderão ser realizados através de parceria junto ao Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), que já teria manifestado disposição para profissionalizar os envolvidos no processo; que alegam precisar também de vontade e ação políticas.

Jeanne Botelho, apoiadora da ASCACON atenta para a possibilidade de a prefeitura utilizar parte dos recursos a serem recebidos do acordo com a mineradora Vale como reparação da tragédia de Brumadinho, para projetos ambientais, no fomento à Associação de Catadores de Papéis e Materiais Recicláveis de Congonhas. Pelo acordo a cidade receberá 5 milhões de reais.
Uma reunião entre a diretoria da ASCACON e a Diretoria de Inovação Tecnologia e Novos Negócios da prefeitura de Congonhas está agenda para o dia 31 de agosto.
