Acontece logo mais, às 16h30 entrevista coletiva com vereadores que integram os trabalhos da CPI da Covid-19 em Lafaiete. A Comissão Parlamentar de Inquérito tem objetivo de apurar suspeitas de irregularidades nas ações municipais de combate à pandemia.
Os trabalhos levaram a uma animosidade entre os poderes Legislativo e Executivo, sendo que este último entrou com um Mandado de Segurança justificado pela falta de acesso do setor jurídico do município a alguns documentos da CPI. O fato foi negado pela Comissão, mas gerou um discurso duro do presidente da Câmara, João Paulo Resende, que chegou a dizer que “a Câmara não é zona igual à prefeitura”.
Recentemente, no entanto, por meio de Liminar proferida pela juíza Célia Maria Andrade Freitas Correa a Procuradoria Municipal ganhou o direito de acompanhar os depoimentos que estão sendo prestados, em grande parte, por servidores municipais. Este deve ser um dos assuntos a serem expostos na coletiva. Também há uma expectativa sobre tornar ou não públicos os depoimentos, que até então, ocorrem sem acesso de jornalistas.
Parcial

Com pouco mais de um mês de trabalho a CPI ouviu diversos depoimentos, entre eles de funcionários do hospital de campanha, referência para o tratamento de Covid em Lafaiete. O relatório parcial aponta indícios de falhas ou/e irregularidades, como falta de quantidade mínima de bombas de infusão, para tratar dos pacientes e a falta de medicamentos ideais (adequados) para sedação e analgesia.
A CPI investiga ainda, segundo o relatório, a informação que o município quando iniciou o atendimento no hospital de campanha não havia disponibilizado a quantidade de leitos que solicitou para credenciamento junto à Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde e recebeu valores referentes aos leitos inexistentes.
Também está no radar dos trabalhos da comissão apuração de denúncias sobre fura-filas, ou seja, pessoas que receberam a vacina contra a Covid-19 fora do período estipulado pelo Plano nacional de Imunização.
Sem resposta

O relatório parcial foi divulgado em 17 de junho. No dia seguinte (18) o Fato Real solicitou um posicionamento do município sobre as denúncias, mas recebeu a resposta de que “o Município de Conselheiro Lafaiete, por meio da Procuradoria Municipal, informa que não foi formalmente cientificado pelo Legislativo Municipal, apesar de reportagens veiculadas na imprensa local noticiarem a publicação de relatório parcial dos trabalhos da CPI nº 002/2021 – CPI COVID-19. Desta forma, tão logo ocorra a notificação oficial, serão apresentados, com a costumeira transparência, esclarecimentos à toda a população lafaietense”.
No entanto, até hoje não houve este posicionamento da Procuradoria e não tivemos outra resposta.
