Está prevista para hoje visita do governador Romeu Zema (NOVO) à região. Segundo apurou o Fato Real, o chefe do Executivo estadual estará hoje nas cidades de Moeda, Belo Vale e Conselheiro Lafaiete.

Zema deverá participar nesta quinta-feira 24/06 da inauguração de um posto de saúde em Moeda nesta manhã. Em Belo Vale vai reunir-se com prefeitos e vereadores da região. No começo da tarde Romeu Zema deverá participar de um almoço com empresários, já em Conselheiro Lafaiete, reunir-se com prefeitos e lideranças políticas e ainda com o setor de educação estadual.
Hospital regional
Surpreende a informação de que o governador estará novamente em Lafaiete amanhã. Na sexta feira (25), ele deverá acompanhar o andamento da vacinação contra a Covid e ir ao local onde deveria estar erguido o hospital regional.

A visita do governador abre mais uma vez a expectativa sobre uma informação mais precisa sobre a retomada da obra do hospital regional. Em abril de 2020 o Romeu Zema anunciou que iria terminar a construção de quatro hospitais regionais no estado, entre eles o de Lafaiete, com parte do dinheiro do Acordo de Medidas de Reparação com a empresa Vale em decorrência da tragédia de Brumadinho.
No entanto, ontem Zema, declarou que o governo tem “o maior interesse” em votar o projeto de lei (PL) que autoriza a utilização de parte dos recursos do acordo judicial com a Vale “o quanto antes”. No entanto, explicou que Estado é só um dos signatários, o que significa que os demais também precisam analisar e aprovar mudanças.
O acordo foi firmado em fevereiro deste ano entre a Vale, governo de Minas, Defensoria Pública, e Ministérios Públicos federal e estadual. Por falta de consenso, a proposição teve a sua tramitação paralisada nos últimos dias e, em pronunciamentos oficiais, o chefe do Executivo responsabilizou o Parlamento mineiro pela retenção do dinheiro.
Em nota, a ALMG esclareceu que o PL continua em tramitação na Assembleia, “sob análise do conjunto dos parlamentares estaduais”.

Segundo parlamentares, os recursos previstos no acordo, R$ 11 bilhões são um acréscimo ao Orçamento do Estado, se constituindo como receita extraordinária equivalente a cerca de 10% daquela prevista para 2021. Assim, é necessária autorização legislativa para uso da verba, como estabelece a Constituição estadual. É sobre esse valor que os deputados estariam se debruçando para melhorar a destinação dos recursos, sem alterar o escopo geral do acordo. A proposta dos parlamentares foi retirar parte dessas “gorduras” e distribuir entre os 853 municípios do estado R$ 1,5 bilhão em valores divididos por critério populacional.
Fontes: ALMG Agência Minas.
