
Como pensar um novo modelo de cidade para Lafaiete? Como pensar uma nova Lafaiete? Essas questões nos aproximam e nos levam a reflexões importantes sobre o nosso município. A primeira e a mais importante delas é entender como as dinâmicas atuais em Lafaiete são complexas, uma cidade com estruturas desconectadas, distante de uma modernização de seus meios de acesso e com uma parte da sua população ficando para trás. Diante do contexto atual que vivenciamos, percebemos que a garantia de que todos na cidade possam alcançar o seu potencial perante sua dignidade, igualdade em um ambiente saudável se demonstra instável em algumas localizações da cidade. São lafaietenses que não conseguem viver conectados a ao município e distantes dos seus direitos básicos de acesso ao município. São pessoas que não desfrutam de uma vida próspera e plena, visando o progresso econômico, social e tecnológico em conformidade com a natureza da cidade. Além disso, Lafaiete vive de distante de proteger nosso meio ambiente, se demonstra afastada dos novos meios de produção, do consumo sustentável e bem longe de uma gestão sustentável.
Por isso, pensar em modelo novo para Lafaiete é pensar um novo alinhamento para o progresso. Faz-se necessário reinventar o município perante aos novos objetivos que o mundo está comprometido. Primeiramente é se comprometer a pensar nossos ambientes públicos, e como estes ambientes fazem parte do cotidiano das pessoas que vivem em nosso município. Pensar uma nova cidade é entrar dentro da realidade daqueles que não se sentem pertencentes ao ambiente público. É compreender que o nosso município necessita se adequar à uma nova perspectiva, que visa repensar as dinâmicas da cidade como um todo, buscando novas alternativas de progresso. Dessa forma, pensar um novo modelo é procurar estabelecer objetivos modernos, que possam ser uma base de diretrizes novas para que possamos estabelecer metas a serem alcançadas em Lafaiete.
Um produto de uma nova ideia, que não será compreendida se não entendermos que os ambientes públicos não são os mesmos para todos. A desigualdade na cidade se demonstra visível em diferentes locais, são localizações afastadas que sofrem com as dinâmicas atuais de atuação do município. São pessoas que sofrem com o acesso à mobilidade urbana, com a segurança, com a educação, com o acesso a alimentos saudáveis e com um ambiente limpo. São problemas graves que exigem um estudo amplo, com dados referenciais dos diferentes bairros da cidade. Contudo, é extremamente importante que as novas candidaturas sejam alinhadas com essas novas ideias para o desenvolvimento do município.

Sabemos da importância dos objetivos para alcançar resultados, por isso a ONU elaborou um plano para proteger o planeta, preservar a vida humana, para garantir a prosperidade, a paz e erradicar a pobreza até 2030. Este conjunto de Objetivos de Desenvolvimento dão forma a Agenda 2030. Junto a eles, as Nações Unidas estabeleceram 169 metas que estabelecem uma conexão deles com a sua aplicabilidade. Essa aplicação se demonstra importante quando analisamos a quantidade de diferenças entre as regiões que temos no Brasil, que podemos visualizar dentro dos nossos municípios. Sabemos que não é fácil alcançar todas metas até 2030, mas, por toda via é importante avançar em todas metas, para que uma nova realidade seja construída.
Em virtude do que foi mencionado, pensar um novo modelo é reinventar uma nova cidade. Não podemos mais ser sustentados por projetos que não cumprem objetivos justos, que não contam com a participação de todos, que não desenvolvam a sustentabilidade e que não cuidam da própria cidade. Portanto, pensar uma Lafaiete mais articulada com a Agenda 2030 é desmembrar novos objetivos e metas para o nosso município. Com isso, traçando um novo caminho de desenvolvimento, colocando em prática novos objetivos, centralizando novos modelos sustentáveis nas três dimensões integradas: social, econômica e ambiental para nossa população. Assim, contando com a participação do setor municipal, privado, da academia e da sociedade civil. Portanto, é necessário ampliar a Agenda 2030 para a nossa cidade, a fim de que esse trabalho de adaptação das metas e indicadores sejam moldados no planejamento de construção de uma nova Lafaiete.
Sendo assim, o LafaMob conta com a participação de 11 movimentos juvenis de diferentes bairros da cidade e com uma grande diversidade de jovens dentro do nosso coletivo. Pois acreditamos que buscar o protagonismo juvenil dentro da cidade não pode estar desalinhado aos novos modais de desenvolvimento. Procuramos buscar novas alternativas para cidade com a participação da nossa juventude, cobrando e construindo uma nova estrutura no município, para que possamos, coletivamente, desfrutar de uma vida próspera e plena. Em meio a isso, é necessário que nesse ano eleitoral, no município, possamos dialogar com os candidatos à Câmara e à Prefeitura, para construir um possível alinhamento com Agenda 2030, já que, no próximo ano, iremos decidir um novo plano diretor para o município com novos planejamentos de desenvolvimento e expansão urbana.
Gostaríamos de salientar que o nosso coletivo não é partidário, prezamos pelo diálogo e pela democracia, dando espaço às inúmeras correntes de pensamento. A Agenda 2030, por sua vez, não pode ser compreendida com um mecanismo ideológico de aplicação, pois os Direitos Humanos, a sustentabilidade e o meio ambiente são objetivos universais e inquestionáveis. Portanto, não se trata de um alinhamento ideológico, mas um alinhamento humanitário. O Coletivo LafaMob se coloca à disposição dos candidatos para que possam compreender melhor as aplicabilidades da Agenda 2030 a fim de que possamos dialogar os objetivos dentro dos projetos que cada candidato tem para o município.
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Arthur Henrique Gomes de Souza
Coletivo LafaMob
