
Até o começo desta tarde de quarta-feira 29/07 persistia o impasse entre empresa e funcionários, e os usuários do transporte coletivo em Lafaiete seguiam sem o serviço prestado.
Nas primeiras horas de hoje, funcionários da Viação Presidente iniciaram uma manifestação na garagem da empresa, e não assumiram os postos de trabalho.
Negociação difícil
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Conselheiro Lafaiete (SINTRACOL), Ivanildo Abranches de Paiva, acompanha o protesto e informou que o motivo do descontentamento de motoristas e cobradores é o não pagamento dos vencimentos de julho. A categoria informou que os salários já vinham sofrendo atrasos de cinco a 10 dias, mas ainda estavam sendo pagos no mês correspondente. A gota d’água foi o não depósito do salário de julho na conta dos trabalhadores. Pela manhã ao falar com o Fato Real, o sindicalista previu uma negociação difícil entre patrões e empregados: “Pelo que dá pra entender, a empresa tá quebrada. Estive conversando ontem com o gerente e a resposta que ele me deu foi que o proprietário estava em Santos Dumont tentando vender algum ativo pra poder pagar ao pessoal. Só que veio a tarde e ninguém falou mais nada. Agora estamos aguardando”.
Sem ônibus

Por causa do protesto, os ônibus ficaram recolhidos à garagem. A volta das atividades ao longo do dia dependerá de uma conversa com a direção da Presidente. Por se tratar de uma concessionária do transporte público, qualquer deliberação de greve por tempo indeterminado precisará ser comunicada com antecedência à Prefeitura, à Polícia Militar e ao Ministério Público do Trabalho. Ivanildo Abranches disse que o sindicato tentou negociar com a empresa através da Justiça, mas não obteve sucesso: “Se a administração não pagar o salário, eles não vão trabalhar. São mais de 200 funcionários prejudicados por essa situação. Uma semana atrás, o sindicato entrou com Ação de Cumprimento no Ministério Público do Trabalho. Só que, por causa da pandemia, o juiz não intimou a empresa pra gente entrar em negociação. Estamos orientando os funcionários a fazer tudo dentro da lei e com o conhecimento das autoridades”, afirmou o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Lafaiete.
