Confirmando o que já havia sido antecipado pelo portal Fato Real, o gerente da Viação Presidente admitiu que a concessionária do transporte de passageiros de Conselheiro Lafaiete atravessa uma grave crise financeira que já compromete as atividades da empresa. A queda no faturamento, além de dificultar a compra de peças para manutenção dos ônibus, provocou atraso no pagamento aos funcionários.
Queda de faturamento
Em entrevista concedida ao “Jornal Falado Carijós”, o gerente Luiz Carlos Gomes Beato detalhou os motivos da crise: “Estamos com apenas 28% do faturamento normal da empresa, mas mantendo 76% dos ônibus em circulação. O que temos de receita mal dá pra garantir o óleo diesel e quitar parte do pagamento do pessoal, que inclui salário, plano de saúde, cartão-alimentação e férias. Para se ter uma ideia, não conseguimos quitar todas as férias; ainda estamos devendo as férias de junho”, informou.
Ajuda do poder público
Segundo Beato, por conta do atraso no pagamento, diversos fornecedores deixaram de entregar peças de reposição à Viação Presidente enquanto a situação não for regularizada.
O gerente afirmou que, como concessionária do transporte público em Lafaiete, a empresa precisa contar com o suporte do poder Público para continuar prestando o serviço. Beato disse que até tem recebido apoio do Executivo e Legislativo, além do Ministério Público, mas precisa de ajuda ainda maior.
Greve
Sobre a possibilidade de greve dos motoristas e cobradores, Luiz Carlos Beato disse que a empresa está se empenhando para quitar integralmente os salários de julho e pediu a compreensão dos colaboradores: “Realmente, existe uma insatisfação dos funcionários; ninguém gosta de trabalhar sem receber, pois as contas de água, luz, telefone, remédios e outras não podem esperar. Temos 90% de chance de conseguir fazer o pagamento e esperamos que isso aconteça nas próximas horas. A população precisa do transporte e a gente precisa continuar atendendo aos usuários. Por isso a empresa continua buscando o entendimento”, enfatizou o gerente.
Passageiros
Luiz Carlos Gomes Beato acrescentou que, em momento algum, a Viação Presidente deixou de atender aos passageiros que precisam trabalhar. Ele disse que reuniões têm sido feitas com empresas cujos funcionários dependem do transporte público na tentativa de equilibrar oferta e demanda. Por fim, o gerente descartou qualquer possibilidade de ocorrerem demissões na Presidente.
Leia também: Viação Presidente enfrenta crise e busca regularizar salários para evitar greve.
