
Situações preocupantes e constrangedoras envolvendo o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) foram denunciadas pelo vereador Sandro José ao fazer uso da “Palavra Franca” durante Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete.
Embora ressaltando o comprometimento, a responsabilidade e o empenho dos profissionais que atuam neste serviço mantido pelo Município, parentes de usuários procuraram o vereador para se queixar da estrutura física da entidade. O estado de conservação dos prédios não é dos melhores e há diversos consultórios e gabinetes com pisos soltos e paredes mofadas.
Na ala D, o mesmo banheiro estaria sendo usado por homens e mulheres. Conforme relatos recebidos por Sandro José, como as portas dos banheiros não podem ser trancadas, não é raro acontecer de, enquanto uma mulher está tomando banho no box, um homem, inadvertidamente, acessar a parte externa para usar o vaso sanitário. Outro exemplo de constrangimento foi narrado por visitantes que teriam flagrado um homem andando completamente nu por uma área de convívio entre pacientes de ambos os sexos.
Ainda segundo parentes de usuários, tem faltado psicólogos para atender os pacientes do CAPS e o estoque de medicamentos também não tem sido suficiente para suprir a demanda. Em muitos casos, as próprias famílias estão tomando a iniciativa de levar remédios para assegurar o tratamento adequado de seus entes queridos. Por fim, os reclamantes pediram que se verifiquem os prontuários de pacientes cujos quadros podem não ser condizentes com a natureza dos atendimentos prestados pelo CAPS. Haveria no local portadores do Mal de Alzheimer, que requer atenção específica e acompanhamento constante, o que poderia comprometer a assistência aos demais internos.
Sandro José pediu às autoridades municipais que averiguem as possíveis irregularidades e adotem as providências cabíveis. Abaixo trechos do pronunciamento do vereador na Câmara.
O Fato Real solicitou informações obre as denúncias e aguarda resposta da Secretaria Municipal da Saúde.
