
No Dia 22 de abril passado foi comemorado sem muito alarde os 520 anos de descobrimento do Brasil. País este que, depois de passar por uma lava-jato, encontra-se novamente doente com a pandemia do coronavírus, uma pandemia econômica e também uma pandemia política.
E é estranha a história do descobrimento deste país. Cabral e suas naus cheias de portugueses e vinhos financiados pelos comedores de polenta da bela Itália queriam chegar às Índias, mas errantes e tontos pelos pileques acabaram chegando à hoje Bahia que não era a Índia, mas estava cheia de índios e índias peladas.
Descobriam muita coisa. A primeira é que a terra já tinha dono. Pero Vaz de Caminha o blogueiro da época se encantou com o que chamou de Novo Mundo em seu “e-mail” pra realeza. Teve troca de presentes. Teve dança. Eram muito diferentes, mas naquele momento o Novo Mundo parecia fornecer certa empatia. Depois teve missa. Teve interesse. E a história toda nós já conhecemos.
Mas, afinal, que país é este? O Brasil parece que ainda não encontrou seu caminho e nem a sua identidade. Talvez porque nós, brasileiros, ainda não nos conscientizamos que precisamos ser cidadãos, na acepção da palavra. Cidadãos por inteiro, completos, com direitos sim, mas com deveres e responsabilidades também, porque apenas cidadãos completos conseguem formar um país completo. Não existem nações pela metade! Acima de tudo, é preciso que amemos a nossa pátria, mas mantendo os pés no chão.
Amar não é somente passar a mão na cabeça, mas também dizer a verdade quando for preciso. E a verdade é que precisamos descobrir e redescobrir o país várias vezes, até que finalmente definamos a nossa identidade. O Brasil precisa se reinventar. Precisa acreditar mais no seu potencial e no de seu povo. E um país se faz com homens justos, pessoas honestas que amam sua pátria e não tem medo de encarar os desafios e as mazelas de um país como o Brasil, com realidades totalmente opostas.
O Brasil precisa também resgatar valores, como o respeito à pessoa e as diferentes maneiras de agir e pensar de cada um. O Brasil (e o mundo todo) precisa de homens que ajam com retidão e justiça, de famílias que cultivem valores morais e não financeiros, de liberdade com responsabilidade. O Brasil de hoje não é tolerante. As vergonhas que se mostram hoje não se fazem escondidas. Os índios, bom os índios dançaram mesmo. Aliás, no Brasil de hoje todos dançamos. Em fevereiro o samba, mas nos outros meses tem a dança dos boletos, dos empregos, dos políticos, dos sem teto e das injustiças. É preciso redescobrir o Brasil e taí uma coisa que nós podemos fazer e Cabral não.
Tô Sabendo e Vou Falar!
Aaron Fênix
