Causa grande repercussão, principalmente no meio jurídico, a prisão de um advogado suspeito de aplicar golpes em clientes de Conselheiro Lafaiete. Desde a publicação da informação da Polícia Civil (PC) no site Fato Real, foram inúmeros comentários nas redes sociais e questionamentos sobre a identificação do suspeito, já que no release enviado à imprensa a Polícia Civil omite o nome do acusado.
Comentários
“Sou advogada, acho um absurdo a polícia não deixar divulgar o nome porque todos os advogados honestos ficam como suspeitos agora”. “Acaba respigando nos outros advogados que também atuam”. “Quando uma coisa assim acontece nossos clientes que estão com processos paralisados ou em instância superior (que demora anos para retornar) já vem acusando a gente de estar omitindo informações sobre seus respectivos processos”. Estes foram alguns comentários que advogados encaminham ao Fato Real. Além disto, foram vários os questionamentos em redes sociais.
OAB
Já internamente a 2ª Subseção da OAB/Conselheiro Lafaiete emitiu o seguinte comunicado: “A 2ª Subseção informa que o advogado que foi preso ontem não é lafaietense, conforme veiculado na mídia e não pertence aos quadros desta Subseção. No então, a 2ª Subseção prestou todo apoio e acompanhamento através de advogado nomeado e a Comissão de Prerrogativas está acompanhando e auxiliando”.
Prisão
Segundo a PC na última quarta-feira 18/12, um advogado foi preso pelos crimes de apropriação indébita, com causa de aumento de pena, por ter agido no exercício da profissão, e patrocínio infiel. Os crimes foram identificados após denúncia de dois dos clientes do suspeito, que ele teria ficado com os valores obtidos através de ganhos de causas. Apenas em Conselheiro Lafaiete ele é suspeito de ter se apropriado de mais de R$82.000,00 (oitenta e dois mil reais), se considerados todas as ocorrências, esse valor pode chegar a R$190.000.
Segundo a página Vertentes on Line o advogado preso é Aloizio Alves de Assis Rodrigues, pertence aos quadros da subseção da OAB de Barbacena e atuante em Lafaiete, onde ele é suspeito de ter se apropriado de mais de R$82.000,00 (oitenta e dois mil reais) de clientes.
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