
A Polícia Civil realizou em Conselheiro Lafaiete, nesta sexta-feira (01/11), a operação “Usura”, de repressão ao crime de agiotagem. Três pessoas foram presas.Todas naturais da Colômbia.
De acordo com o delegado Marcus Vinícius Vieira Rodrigues,, as investigações já estavam em curso há algum tempo e os agentes descobriram que havia um grupo de colombianos que atuava ilegalmente na cidade nos últimos dois anos: “Eles praticavam o crime de agiotagem emprestando dinheiro, principalmente, a pequenos empresários e comerciantes cobrando juro de 1% ao dia. O grupo era bem organizado. Existiam pessoas responsáveis pela divulgação da atividade, pela contratação do empréstimo e, quando havia dificuldade no recebimento do dinheiro, outro grupo se encarregava de efetuar a cobrança. Inicialmente, a cobrança ocorria de maneira insistente; depois, porém, assumia contornos de maior violência, inclusive com ameaças”.
As investigações apontam a suspeita que os líderes traziam o dinheiro da Colômbia e cada agiota ficava responsável por emprestar e cobrar os empréstimos por um determinado grupo de pessoas. A Associação de agiotagem é organizada de tal forma que possuem um aplicativo que indica os valores e as pessoas em débito. Outra característica do grupo é o uso de cartões de propaganda dos empréstimos, em regra no verso do cartão há os planos de pagamentos.
De acordo com o delegado Marcus Vinícius, tão logo a atuação dos agiotas chegou ao conhecimento da Polícia Civil, desencadeou-se uma ampla investigação que culminou na prisão de três envolvidos.

A operação “Usura” também cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços suspeitos. Nas buscas foram apreendidas várias planilhas de serviço, cadernos com anotações de dados dos credores, caixas com cartão de visita contendo contato dos agiotas, caixas com cartões de cobrança, bloco de nota promissória, extratos bancários, notebooks, aparelhos celulares, cartões de crédito.
Mais vítimas
Outros quatro colombianos foram presos em São João Del Rei e Barbacena sob coordenação do 13º Departamento da Polícia Civil. O delegado Marcus Vinícius informou que os colombianos detidos em Lafaiete podem ter agido em outras cidades da região, mas muitas vítimas relutam em formalizar as queixas por medo de sofrer represálias: “Gostaria de pedir às pessoas que, porventura, tenham recorrido a este grupo e agora estão sendo vítimas de extorsão ou ameaça, que nos procurem na delegacia. Nós dispomos de mecanismos para manter em sigilo a identidade e resguardar a integridade física destas testemunhas, cujos depoimentos podem favorecer muito as investigações, que continuam em andamento”, declarou o delegado Marcus Vinícius.
