
Ao contrário das ocasiões anteriores, este ano foi menor o prazo permitido para permanência dos barraqueiros que trabalharam durante o Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matozinhos.
A festa religiosa, que atrai milhares de pessoas, ocorre oficialmente no período de 7 a 14 de setembro; mas tradicionalmente os barraqueiros acabam permanecendo na cidade por um período maior que pode chegar a até uma semana após o encerramento das comemorações.
Muita gente, seja para fugir da multidão que se aglomera nos principais dias da festa ou para aproveitar melhores preços nos últimos dias, aproveita para ir às compras quando o Jubileu termina. Porém, os consumidores foram surpreendidos pela determinação da prefeitura de que toda a área da ladeira ocupada pelas barracas deveria estar desimpedida até esta quinta-feira, dia 19.
De acordo com José Pedro de Miranda, representante da comissão organizadora das festividades do Jubileu, os barraqueiros foram comunicados de que a permanência seria até o dia 17. Nesta quinta-feira, porém, muitos se recusaram a desmontar as barracas e alguns desafiaram a prefeitura, insistindo em continuar vendendo suas mercadorias. Eles argumentam que o movimento foi mais fraco este ano e precisariam ficar, pelo menos, até o próximo domingo (22) para recuperar o prejuízo. Contudo, a prefeitura se mantém irredutível, alegando que todo o aparato montado para a festa, incluindo o trabalho de brigadistas, seguranças e infraestrutura, precisa ser desmobilizado.
O coordenador informou que, se os ambulantes insistirem em não desmontar as barracas, a administração municipal recorrerá à Justiça para que a ordem seja cumprida. Os que insistirem em permanecer serão notificados, responderão a processo e estarão sujeitos à cobrança de multa. Contudo, José Pedro Miranda frisou que não se cogita, ao menos neste primeiro momento, o uso de força para dispersar os barraqueiros
A presença dos barraqueiros, apesar de agradar a quem procura por preços mais em conta, tem impacto direto no comércio local e compromete parte da rotina da cidade, como o trânsito, por exemplo, precisa ser desviado enquanto as barracas estão montadas.
