
Por unanimidade, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus para que a jovem Allana Brittes, de 18 anos, deixe a prisão. Ela está presa preventivamente desde 1º de novembro do ano passado, denunciada pelos crimes de fraude processual, corrupção de menores e coação no curso do processo que investiga a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas.
A decisão foi unânime entre os cinco ministros e Allana (foto) deverá cumprir as seguintes medidas: comparecimento periódico em juízo para informar e justificar suas atividades; proibição de acesso ou frequência a determinados lugares; proibição de manter contato com os demais corréus e com qualquer pessoa relacionada aos fatos objeto da investigação e ação penal; e a proibição de ausentar-se da comarca (no caso, Curitiba) e do país.
A defesa alega que Allana não representa risco para as investigações, sobretudo porque as testemunhas já foram ouvidas, não tendo nenhuma delas apontado qualquer ato de Allana no que diz respeito ao crime, o que permitiria a substituição da prisão preventiva por outras medidas cautelares. Em nota, a defesa informou que “a concessão da liberdade de Alana Brittes é recebida com serenidade pela defesa, que sempre acreditou que na justiça. O reconhecimento deste constrangimento ilegal é o primeiro passo para começar a desfazer os factoides criados no caso. Aos poucos tudo será esclarecido, sem generalizações.”
Com a concessão de habeas corpus, caberá à juíza Luciani Regina Martins de Paula emitir o alvará de soltura, que deve ocorrer nesta quarta-feira 07/08.
Interrogatórios
Todos os sete réus no caso serão interrogados entre os dias 13 e 15 de agosto, no Fórum de São José dos Pinhais. Além de Allana, serão ouvidos Edison Luiz Brittes Junior, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King e David Willian Vollero da Silva, Cristiana Rodrigues Brittes e Evellyn Brisola Perusso.
Relembre o caso

Daniel, que era de Conselheiro Lafaiete, foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. De acordo com a polícia, ele foi assassinado após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana em uma casa noturna de Curitiba. Depois da comemoração, alguns convidados seguiram para a casa da garota, incluindo Daniel, em São José dos Pinhais.
Na residência, o pai da menina, Edison, iniciou uma sessão de espancamento contra Daniel após ter visto o jogador em seu quarto, onde sua mulher Cristiana Brittes dormia. A defesa da família Brittes alega que Cristiana foi vítima de tentativa de estupro, fato descartado pela polícia.
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Fonte: www.bandab.com.br
