
Cercada de expectativa, começa logo mais, às 18h30, Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete que discutirá a situação do Cemitério Paroquial Nossa Senhora da Conceição.
Desde a convocação da reunião, o assunto tem gerado polêmica e provocado discussões entre os próprios vereadores pela forma como a reunião foi divulgada e até mesmo por divergência religiosa. O vereador Chico Paulo (PT) se queixou do que entendeu ter sido um tratamento diferenciado recebido pela audiência desta quarta-feira (05/06) anunciada por meio da colocação de faixas e circulação de carros de som em vias públicas. O mesmo parlamentar questionou se não haveria motivação religiosa na convocação do encontro, uma vez que o cemitério é administrado pelo pároco da matriz de Nossa Senhora da Conceição, José Maria Coelho, e por uma irmandade católica.

O requerimento conjunto de convocação da audiência é de autoria dos vereadores André Menezes, Darcy de Souza, Fernando Bandeira e João Paulo Resende. Ontem, ao fazer uso da “Palavra Franca” durante sessão ordinária da Câmara, João Paulo (que teve troca de animosidades publicamente com o administrador do cemitério) reforçou o convite para que a população compareça à reunião: “Espero que esta casa esteja cheia, porque as reclamações que chegam ao meu gabinete são muitas e esta é a hora de expor os problemas para quem pode resolvê-los”.

Coautor do requerimento, André Menezes, que é pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, também se pronunciou na “Palavra Franca” e afirmou que a maior preocupação é com a alta incidência de escorpiões na região do cemitério: “Desde o início, o intuito meu e de meus colegas ao fazer esta Audiência Pública foi ajudar à comunidade residente ao redor do cemitério, que enfrenta a infestação de escorpiões. Estive visitando o local e já vi que o cemitério está sendo limpo, sinal de que a convocação da audiência já está surtindo efeito. Uma senhora me contou que, dois anos atrás, matou dentro da sua propriedade 105 escorpiões num só dia”. André Menezes rechaçou as insinuações de que a reunião de logo mais teria implicações religiosas: “Sei que é um padre o administrador do cemitério. Mas, se fosse um pastor ou um líder espírita, faríamos a audiência da mesma forma. Não é perseguição religiosa. Sou um dos autores do requerimento da audiência, mas ele foi aprovado de forma quase unânime, com 12 votos. Que Deus nos ajude a fazermos esta audiência com a presença de todos os interessados no assunto, para que saiamos daqui sabendo da responsabilidade de cada um!”, afirmou o vereador.
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