
Pelo menos duas cidades da região aderiram ao segundo dia nacional de manifestação contra o contingenciamento aplicado pelo governo federal à verba destinada à educação.
Em Ouro Branco e Congonhas, estão programadas ações dos IFMGs, que buscam tornar clara a falta de recursos enfrentada pelas instituições federais de ensino.
A mobilização coordenada pelo campus do IFMG em Ouro Branco começou à uma da tarde e acontece na avenida Marisa de Souza Mendes, onde os organizadores estão expondo os resultados de pesquisas e projetos em curso na instituição que serão prejudicados pelo corte de verbas. Para o fim da tarde, está prevista uma concentração de professores e estudantes das redes municipal, estadual e federal numa grande união de forças em defesa da educação pública de qualidade.
Em Congonhas, a manifestação acontece na praça JK. A técnica em assuntos educacionais do IFMG local, Jeanne Sampaio, explicou o impacto das restrições orçamentárias sobre o cronograma da instituição: “O governo chama de contingenciamento; mas, tecnicamente, são cortes. Já tivemos situações de contingenciamento em outros governos, em que o orçamento ficava bloqueado, mas o dinheiro não era retirado da conta. Na situação atual, o dinheiro foi retirado e não temos a certeza da restituição. Não temos ideia de como iremos funcionar; tem institutos que estarão paralisando as atividades a partir de junho. Estamos protestando porque a educação pública de qualidade oferecida pelos institutos federais não pode retroceder”.

Na região os atos são organizados pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), Sindicato Metabase de Congonhas e outros movimentos, com a participação da subsede de Conselheiro Lafaiete do SINDIUTE (Sindicato Único dos Trabalhadores no Ensino).
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