
O público que assistiu à sessão ordinária desta terça-feira (28/05) da Câmara Municipal, formado principalmente por alunos da Faculdade de Direito de Conselheiro Lafaiete que faziam uma visita, testemunhou uma ácida provocação entre vereadores. O motivo foi a divulgação da audiência pública, sobre a situação em que se encontra o Cemitério Paroquial Nossa Senhora da Conceição. A audiência está confirmada para a próxima quarta-feira, dia 05/06 âs 18h30 na Câmara Municipal, à rua Assis Andrade, 540.
Exibindo um folder de convite para a reunião, que afirmou ter recebido na rua, Chico Paulo (PT) questionou os objetivos da audiência e apontou o suposto privilégio a colegas em detrimento de outros: “Fizemos duas audiências importantes, do CONSEA e sobre a reforma da Previdência, mas a Câmara não espalhou convites. Agora, que deve ter interesse de alguém em atacar a igreja, atacar o padre, saiu este convite. A Câmara não pode ter um peso e duas medidas; ou divulga todas as audiências públicas ou não divulga nenhuma. Acho que a audiência vai ser muito boa e tem de ser feita mesmo, devido aos problemas do cemitério, mas não pode é um vereador comprar briga com o cemitério ou com o padre e a Câmara tomar as dores. Parece que tem outros interesses aí; interesses políticos e evangélicos”.
As insinuações de Chico Paulo irritaram o vereador João Paulo Resende (DEM), que replicou veementemente o pronunciamento do colega: “Somos quatro autores do requerimento, dos quais três católicos, e só queremos tornar o lugar melhor para aqueles que o frequentam. Se é um padre que o administra, o erro é dele. A resolução das audiências públicas prevê que o vereador que solicitar pode pedir à casa que ponha carro de som na rua, coloque faixas ou emita convites e panfletos de convocação. Antes de acusar o presidente de privilegiar alguém, o vereador e sua assessoria precisam ler a resolução para saber o que se passa nesta casa. Com a casa cheia, jogar um vereador contra o outro é um absurdo”, afirmou João Paulo.

O presidente da Câmara, Fernando Bandeira (PTB) também rechaçou a insinuação de concessão de privilégios na condução da divulgação dos trabalhos legislativos: “Cada vereador que propõe a realização de uma audiência pública tem um prazo para divulgar amplamente o evento para que a reunião possa atrair público e alcançar êxito. É um direito de todo aquele que pedir audiência pública nesta casa solicitar ao cerimonial a colocação de faixas e cartazes e a divulgação em carro de som. Aqui não privilegiamos ninguém e a democracia é para todos. Sou católico e faço parte de pastorais familiares. Em momento algum estamos criticando pessoas que estão à frente da igreja, que merecem todo nosso respeito e apreço; mas a sociedade pede a discussão do assunto”, argumentou o presidente da Câmara.
