Em pronunciamento na Câmara Municipal o vereador João Paulo Resende (DEM) informou que pediu aos órgãos de segurança pública que analisem um comportamento que começa a incomodar a população de Conselheiro Lafaiete: as constantes abordagens, no centro da cidade, feitas por pessoas que dizem pertencer a projetos sociais não identificado claramente e pedem contribuições financeiras. Segundo João Paulo, é preciso saber a origem do projeto e comprovar a destinação das doações: “Todo mundo que anda pelo centro de Lafaiete, cruza a passagem subterrânea ou para no sinal perto da rodoviária já foi abordado por uma turma que pede uma moeda para ajudar em um projeto social. Mas que projeto social é este? De onde ele é? Alguém o conhece ou já foi beneficiado? Porque eles estão pedindo e é muito dinheiro que arrecadam; não é pouco. Nas abordagens, são inconvenientes com as pessoas, com os mais velhos, com as mulheres… Protocolamos, junto ao Ministério Público e às polícias Militar e Civil, bem como na Prefeitura, um pedido para que seja apurado se este projeto existe realmente. Caso exista, é preciso encontrar outra forma de apoio; não é cercando o povo e pedindo pratinhas de cinco e 10 centavos”, defendeu João Paulo.
Segundo o vereador, os participantes do pretenso projeto dizem que a instituição de assistência social funciona em Barbacena e o máximo que apresentam é um esboço do que seria a iniciativa: “Já reparei que, quando veem o carro da polícia passando, os dois que ficam na boca do túnel entram correndo na passagem subterrânea; deve ter alguma coisa errada nisso. Alguém vai ter de tomar alguma providência, pois Lafaiete não pode ficar uma terra sem lei, onde os caras ficam cercando a população pedindo dinheiro”, concluiu João Paulo.
Além desta situação incômoda para alguns, outra turma também vem desagradando quem anda de ônibus. È comum que logo no começo das viagens ao sair do terminal de embarque rimo aos bairros uma pessoa começar a fazer uma apresentação de um projeto social para recuperação de dependentes químicos. O discurso é ensaiado. A pessoa diz que é ex-dependente e ajuda uma instituição que se sustenta apenas com doação para ajudar outras pessoas. Neste caso elas vedem uma cartela de adesivos e uma caneta por R$2,00. Se não tiver dinheiro eles pedem como ajuda que alguém pague sua passagem no ônibus para seguir viagem.
