Há dois anos os moradores do povoado de Pequeri, em Congonhas, convivem frequentemente com a falta de Luz. De acordo com Marcone Alvarenga, presidente da Associação Comunitária do Povoado do Pequeri (ACOPPE) se fossem somados os blecautes ocorridos ao longo do ano passado, seriam 20 dias ininterruptos sem energia elétrica. Somente este ano, se fosse feita a mesma soma, a população já teria ficado cerca de 10 dias corridos sem poder usar os eletrodomésticos, o chuveiro elétrico ou mesmo acender uma lâmpada para iluminar o ambiente. E isso não é tudo: com os constantes cortes no fornecimento de energia, a Copasa também não tem condições de abastecer o Pequeri e os moradores já começam a enfrentar a falta d’água.
A falta de energia se repetiu na última quinta-feira (14) e na sexta-feira (15).

Segundo Marcone Alvarenga trata-se de um problema de fácil solução, conforme a associação sugeriu nos protocolos encaminhados à Cemig e para os quais não obteve uma resposta sequer: bastaria a empresa fazer a poda das árvores, cujos galhos estão alcançando a fiação elétrica, e colocar espaçadores entre os fios para que os pássaros não sobrecarreguem os fios, fazendo com que encostem um no outro, fechando curto; o mesmo acontece com os galhos
No início do ano passado, a Associação de Moradores do Pequeri oficializou a reclamação em manifestação formal à ouvidoria da Cemig; a promessa foi de que a situação estaria resolvida em dezembro, mas já estamos caminhando para os últimos 10 dias de março e a comunidade continua esperando ser atendida. Nem abrir reclamação no órgão regulador, a Agência Nacional de Energia Elétrica, deu resultado.

Agora a associação recorre ao Portal de Notícias Fato Real para reforçar a queixa e espera que, finalmente, a Cemig se digne a dispensar à falta de energia no Pequeri a atenção que a comunidade merece, pois, mesmo impedidos de consumir a energia a que tem direito, todos pagam pela iluminação pública que quase não têm e mantêm em dia as contas de luz com custo elevado e suas bandeiras vermelhas, amarelas e quase nunca verdes.
