Na tarde desta terça-feira 26/02 a Polícia Militar foi acionada numa empresa na Avenida Olegário Maciel, Centro de Barbacena onde teria acontecido um roubo.
No local, uma funcionária, 21 anos, relatou que assim que voltou para a empresa após o almoço foi abordada por um cidadão armado, que anunciou o assalto. Ela contou que o homem a obrigou a levá-lo até o cofre da empresa de onde teria roubado a quantia aproximada de 10 mil reais que estavam em um envelope e depois a trancou no banheiro , onde permaneceu por uns 20 minutos com receio que o cidadão ainda estivesse no local. Após esse tempo, ela saiu e não viu mais o homem não sabendo informar para que direção ele fugiu, nem se estava com algum veículo de apoio.
Diante das informações, os militares iniciaram um intenso rastreamento na tentativa de localização de suspeitos. Foram feitos contatos em diversos comércios e residências próximos no intuito de colher alguma informação que ajudasse no caso.
Como não conseguiram nada, os militares voltaram a conversar com a funcionária que começou a
entrar em contradição, fato que gerou suspeitas. Foi então solicitada a possibilidade de verificar o celular da funcionária onde foram encontradas fotos da empresa, do cofre, do dinheiro e de locais que davam acesso ao cofre.

Diante da situação ela confessou que havia mentido em relação ao roubo e que ela juntamente com uma amiga haviam subtraído o dinheiro. Ela relatou que enviou as fotos para uma amiga, 27 anos, já conhecida do meio policial pela prática de tráfico de drogas. As duas pegaram o dinheiro e simularam o roubo.
Com as novas informações, uma viatura foi até a residência da segunda autora que confessou o crime de receptação, indicando aos militares onde estaria o dinheiro subtraído. Também foram localizados 30 pinos vazios em um prato com uma colher com resquícios de substância semelhante a cocaína.
Na casa da funcionária da empresa, a Polícia Militar localizou um pé de maconha com aproximadamente 55 cm de altura. Ela alegou que consumia e fornecia para amigos.
À funcionária da empresa foi dada voz de prisão pelos crimes de apropriação indébita, comunicação falsa de crime e tráfico ilícito de drogas e à segunda autora, pelo crime de receptação.