O não pagamento do 13º salário para 29% da categoria e a indefinição sobre a quitação da folha salarial de dezembro estão deixando apreensivos os servidores da Prefeitura Municipal de Conselheiro Lafaiete.
Desabafo
Uma servidora pública (que não será identificada) ao fazer um desabafo, tornou público o descontentamento dos trabalhadores sobre os critérios adotados pela administração: “Nós não recebemos nada. O prefeito nos deve 100% do 13º e até este dia 15 de janeiro ainda não recebemos o pagamento do mês de dezembro. Também não há data prevista para recebermos, tanto o salário de dezembro, como o 13º. Quanto ao 13º, gostaríamos de saber que tipo de critério o prefeito utilizou ao pagar 100% do benefício para alguns e nada para outros, quando entendemos que seria mais justo e correto ele ter pago ao menos 50% a todos e todo mundo esperasse a quitação da segunda parcela em momento oportuno, assim que houvesse dinheiro. Ao contrário, o prefeito penalizou uns e beneficiou outros, o que nos deixou uma impressão muito ruim. As pessoas, às vezes, acham que está tudo normal e não está. Parece até que ele pagou aos 71% dos funcionários porque a reivindicação dos 29% restantes não teria muita repercussão. Nossas contas estão chegando e espero que o prefeito ponha a mão na consciência e se lembre de que existem servidores que não receberam nada; nem o 13º, nem o salário de dezembro. ”
Previsível
O vereador Pedro Américo (PT) também se manifestou sobre o atraso nos salários da prefeitura. Como a Câmara Municipal está em recesso, o vereador usou sua rede social nesta terça-feira 15/01. Disponibilizando cópias de documentos o vereador afirma que, já estava previsto que o município passaria por dificuldades financeiras desde 2017. “ A dificuldade financeira do município já era prevista em 2017, quando o Prefeito encaminhou as Leis Orçamentárias para a Câmara. Nestes documentos já era possível verificar que o Prefeito estava gastando mais que arrecadando, fato determinante para a falta de recursos para pagar os servidores. Fiz várias cobranças e questionamentos, exigindo o corte de gastos supérfluos e a redução do número de servidores comissionados. Todas estas questões me fizeram votar contra a Lei Orçamentária para 2018, o que há época gerou muita crítica, mas agora todos estão percebendo que tinha razão, mas infelizmente é tarde”, publicou.
O prefeito, por sua vez, atribui as dificuldades em manter em dia a folha salarial do funcionalismo ao atraso nos repasses de recursos devidos pelo estado ao município.
Reunião
Pelas redes sociais está havendo uma mobilização para uma reunião dos servidores públicos municipais marcada para as 15h desta quarta-feira no prédio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), à Praça Barão de Queluz, 11, ao lado da Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
