A terça-feira foi intensa na Câmara Municipal de Lafaiete. Após coletiva à imprensa em que o presidente da CPI da Covid, André Menezes (PP), afirmou que diante da situação em que a Procuradoria passa a ter direito de acompanhar os depoimentos, opta por suspender as oitivas, novas denúncias chegaram à Comissão Parlamentar de Inquérito.
Quando o Fato Real ainda estava na Câmara, chegaram as primeiras informações de que a gerente do hospital de campanha havia sido demitida. A atitude foi entendida por alguns vereadores que conversaram com nossa equipe como uma retaliação. Vivian Castro havia prestado depoimento à CPI. Alguns edis afirmaram que a demissão seria um absurdo e uma ameaça aos trabalhos da CPI, já que outros funcionários poderiam ficar amedrontados e diante de uma iminência de demissão não contribuir com informações importantes.

Durante uso da “Palavra Franca” na sessão ordinária o assunto foi repercutido. Antes, porém João Paulo Resende, comunicou que uma funcionária esteve na sede do Legislativo e confirmou que Vivian foi demitida. “Ela foi chamada pela secretária de Saúde e sem motivos, comunicada de que estava sendo exonerada. Que o município não precisava mais dos serviços dela. Foi demitida porque depôs na CPI. È por isso que não queremos o procurador aqui”, disse o presidente da Câmara, que afirmou ainda esperar que o prefeito Mário Marcus intervenha na situação e reconduza a funcionária ao cargo.
Já Sandro José disse que os últimos acontecimentos instituíram a “Lei da Mordaça” na cidade. Os discursos seguiram duros. Professor Oswaldo Barbosa alegou que mesmo sendo líder do Governo, e por isso buscar sempre a harmonia, faria coro com os colegas, e classificou a exoneração da gerente como absurda e arbitrária. “Ouvi hoje a frase de que ela é só a primeira da lista”.
Vado Silva foi além. “Quero acreditar que esta demissão não tenha sido uma retaliação”. Mas, em sua opinião se for comprovada esta situação “que a CPI passe logo para uma Processante”.
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