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Gerente do hospital de campanha é demitida após depoimento em CPI

6 de julho de 2021
in Lafaiete, Política
Gerente do hospital de campanha é demitida após depoimento em CPI
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A terça-feira foi intensa na Câmara Municipal de Lafaiete. Após coletiva à imprensa em que o presidente da CPI da Covid, André Menezes (PP), afirmou que diante da situação em que a Procuradoria passa a ter direito de acompanhar os depoimentos, opta por suspender as oitivas, novas denúncias chegaram à Comissão Parlamentar de Inquérito.

Quando o Fato Real ainda estava na Câmara, chegaram as primeiras informações de que a gerente do hospital de campanha havia sido demitida. A atitude foi entendida por alguns vereadores que conversaram com nossa equipe como uma retaliação.  Vivian Castro havia prestado depoimento à CPI. Alguns edis afirmaram que a demissão seria um absurdo e uma ameaça aos trabalhos da CPI, já que outros funcionários poderiam ficar amedrontados e diante de uma iminência de demissão não contribuir com informações importantes.

Vereador perde recondução da gerente ao cargo
Vereador perde recondução da gerente ao cargo

Durante uso da “Palavra Franca” na sessão ordinária o assunto foi repercutido. Antes, porém João Paulo Resende, comunicou que uma funcionária esteve na sede do Legislativo e confirmou que Vivian foi demitida. “Ela foi chamada pela secretária de Saúde e sem motivos, comunicada de que estava sendo exonerada. Que o município não precisava mais dos serviços dela. Foi demitida porque depôs na CPI. È por isso que não queremos o procurador aqui”, disse o presidente da Câmara, que afirmou ainda esperar que o prefeito Mário Marcus intervenha na situação e reconduza a funcionária ao cargo.

Já Sandro José disse que os últimos acontecimentos instituíram a “Lei da Mordaça” na cidade. Os discursos seguiram duros.  Professor Oswaldo Barbosa alegou que mesmo sendo líder do Governo, e por isso buscar  sempre a harmonia, faria coro com os colegas, e classificou a exoneração da gerente como absurda e arbitrária. “Ouvi hoje a frase de que ela é só a primeira da lista”.

Vado Silva foi além. “Quero acreditar que esta demissão não tenha sido uma retaliação”. Mas, em sua opinião se for comprovada esta situação “que a CPI passe logo para uma Processante”.

Leia também: CPI da Covid alega interferência e ameaça interromper depoimentos.

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