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Lafaiete Política

Comunidade do Pacífico Vieira manifesta contra municipalização da escola

A comunidade escolar da escola estadual Pacífico Vieira, localizada no bairro São Sebastião, em Conselheiro Lafaiete tem posicionado-se contra a possibilidade da municipalização do estabelecimento de ensino.

Manifestação na Câmara Municipal
Manifestação na Câmara Municipal

Na noite dessa terça-feira (14/06), professores, estudantes e funcionários da escola estiveram na Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete realizando uma manifestação e pedindo apoio dos vereadores para que o processo seja interrompido.

Por meio do projeto Mãos Dadas, o Estado repassa recursos paras as prefeituras assumirem a gestão do ensino fundamental. Mas as Câmaras Municipais precisam aprovar um projeto de lei para formalizar a adesão a essa iniciativa. Em Lafaiete, o projeto está para ser votado pelo Legislativo local, por isto, há pressa dos agentes da educação em se movimentarem para evitar a municipalização. Segundo alguns dos professores, a falta de uma audiência pública sobre o tema prejudica o diálogo com o poder público.

A municipalização é polêmica. Quem se posiciona contra critica a falta de transparência na discussão sobre essa mudança e manifesta preocupação com a qualidade do ensino. Além de preocupação com a manutenção de empregos.

Waldir Manoel Milagres, vice-diretor da escola Pacífico Vieira conversou com o Fato Real sobre o assunto. Segundo ele, as reuniões que estão acontecendo não contemplam os principais impactados pelo projeto: a comunidade escolar e os trabalhadores da educação. Segundo ele, a impressão que fica é que as coisas estão sendo feitas por “debaixo dos panos” para que a população aceite a mudança: “Queremos debate público, sermos ouvidos e ouvir dos representantes do povo, do contrário, teremos certeza de que nossa Câmara não nos representa”, destaca o educador.

O vice-diretor ainda salientou que existe um elemento humano e um direito dos servidores e que isso não pode ser ignorado: “Estão visando somente o prédio que é de interesse deles, por trás desse prédio existem pessoas, essas pessoas possuem famílias, que muitas vezes precisam do salário dos entes, que esses servidores prestaram concurso público para estarem em seus cargos e lograram e cumprem com seus deveres constitucionais”, salienta.

O educador Waldir Manoel Milagres destaca que já foi buscado um entendimento com alguns vereadores, mas reuniões foram marcadas e desmarcadas. Também foi buscado o diálogo com a Secretaria de Estado de Educação, no entanto, segundo ele, a resposta é que os servidores deverão buscar vagas em outras escolas estaduais.

Outras

Além do Pacífico Vieira, outras instituições estaduais de Lafaiete podem passar pelo mesmo processo: Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, General Oswaldo Pinto da Veiga e Professora Maria Augusta Noronha.

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