O governo do estado encerrou ontem a consulta pública realizada para receber propostas de ajustes ao programa “Minas Consciente”, que orienta a retomada segura e gradual da economia mineira conforme as conquistas e retrocessos no enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Conselheiro Lafaiete participa ativamente deste processo contribuindo com críticas e sugestões para aprimorar os critérios adotados na flexibilização. O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços (ACIAS), Leandro Chagas, avalia que, da forma como foi concebido, o programa vinha prejudicando os municípios: “Precisamos entender que a economia da nossa cidade depende do comércio e por isso se difere dos municípios da região, cuja economia não têm dependência direta do comércio como a nossa. O projeto do ‘Minas Consciente” é muito amplo e vago porque abrange todas as cidades do estado sem levar em conta as particularidades de cada uma. As entidades representativas do comércio de Lafaiete trabalharam de forma conjunta com o município por um único objetivo: fazer com que a saúde e a preservação de vidas continuem em primeiro lugar, mas alinhadas à economia. Procuramos enfatizar as particularidades de nossa cidade argumentando que, por estar há quase quatro meses parcialmente fechado, o comércio não conseguirá sobreviver por mais tempo”.
Alternativas
De acordo com o presidente da ACIAS, o setor produtivo de Lafaiete ofereceu alternativas para adequar a economia local ao combate à Covid-19: “Propusemos, por exemplo, alternar os horários de funcionamento do comércio para diminuir o fluxo de pessoas nos ônibus. Deste modo, cremos que será possível o funcionamento das lojas de roupas e dos salões de beleza, tudo isso com respeito às medidas de higiene e segurança”.
Sindcomércio

O Sindcomércio também participou do encaminhamento de sugestões ao governo do estado. “A revisão precisa corrigir os equívocos do atual modelo, que limita a estratégia de combate ao vírus, ao ato de mandar abrir ou fechar o comércio, evitando que, sem resultados efetivos, continue sendo imposto um sacrifício além do necessário a inúmeras empresas e empregados, que irá agravar a crise pós-pandemia”, afirma o presidente do Sindicato do Comércio, Bento Oliveira.
Respondendo ao formulário da consulta foi dito que no entendimento da entidade a legislação deve se concentrar em diminuir as oportunidades de contágio, dando preferência para aos aspectos e situações de maior risco efetivo, como: transporte público, aglomerações em ambientes públicos, eventos familiares e festivos e deslocamentos desnecessários As reduções de horário e/ou dias de atendimento promovem o aumento na concentração de pessoas durante o funcionamento, sendo assim, melhor manter ou ampliar o período de funcionamento e se for o caso, alterar o horário de abertura das lojas por setor, reduzindo o impacto no transporte, tanto no início quanto no final do expediente.
Outra sugestão apresentada é que, tendo em vista a extensão do de Minas Gerais e a sua diversidade, o programa deveria utilizar esses novos critérios para definir e divulgar níveis de funcionamento da atividade econômica, em cada uma das ondas, tornando-as indicativas e orientativas, além de ampliar a autonomia dos gestores municipais, para definirem melhor o posicionamento no programa, com base na realidade local.
As propostas do setor produtivo de Conselheiro Lafaiete foram encaminhadas, tanto pelo setor produtivo local através da plataforma de consulta pública do programa “Minas Consciente”, quanto diretamente ao governador Romeu Zema pelo prefeito Mário Marcus.
