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A pluralidade do feminino

8 de março de 2022
in Destaque, Gerais
A pluralidade do feminino
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Na semana da mulher o Fato Real, em parceria com o Jornal Falado Carijós apresenta uma série especial de reportagem com foco em  um olhar diferenciado para o universo feminino. A personagem de hoje é Filipa Diaz.

Filipa é artista, terapeuta e bacharel em teatro
Filipa é artista, terapeuta e bacharel em teatro

 

Pode ser difícil definir Filipa Diáz. Dentro de suas multiplicidades, rotulá-la parece simples demais. Ela mesma não se limita. “ Eu sou uma pessoa em travessia. Sou uma pessoa hoje em transformação. Um ser humano antes de tudo, de carne e osso, com emoções. Sou uma pessoa simples e complexa. Eu me defino hoje como uma pessoa trans e travesti, que está construindo a ideia de que não se nasce algo, se torna alguma coisa. E que luta pelo direito de ousar ser e se comportar da forma que quiser”, explica.

Aos 29 anos, Filipa (que nasceu Filipe) e se transformou ao longo da vida,  é terapeuta, artista, artesã e umbandista, mas também é vida. Algo que pegou da mãe, assim como a força: “Meus exemplos femininos começam no ventre. Minha mãe é minha maior inspiração, ela não pôde estudar quando criança mas isso não a impediu de trabalhar e criar três filhos sozinho. Ela cativante, artística que canta e encanta, que para ser abalada a vida tem que dar muita porrada, é muito difícil para que ela abaixe a cabeça, na verdade, nunca a vi de cabeça baixa”, conta.

Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTs em todo o mundo
O Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTs em todo o mundo

Trans

Segundo pesquisa realizada em 2021 pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), existem 4 milhões de pessoas transexuais no Brasil, dentre elas Filipa, que carrega consigo os medos de ser uma mulher trans no país que mais mata LGBTs no mundo e que a expectativa de vida desta parcela da população é de 35 anos (metade da expectativa nacional). Mas Filipa não deixa o receio dirigir a sua vida e em um mundo de ódio aos corpos femininos, ela é esperança, carrega a força de saber quem é e a coragem de não se negar. “Ter medo não só pela violência, mas de abandonar quem eu era, até entender que você não vai abandonar, vai acrescentar. Hoje, construindo o meu sagrado feminino, eu penso na minha trajetória e percebo que é uma linda trajetória. E que a partir dela eu posso ser tudo o que eu desejo.” 

Filipa participou hoje da inauguração do Centro de Referência da Mulher em Conselheiro Lafaiete
Filipa participou hoje da inauguração do Centro de Referência da Mulher em Conselheiro Lafaiete

Diáz tem esperança de que o mundo seja um lugar de acolhimento, aceitação e de afeto. “Que as pessoas tenham liberdade de ser quem elas são, sem a necessidade de se justificar. Que ele seja acolhedor, afetuoso. Mas ao mesmo tempo, quando penso sobre isso, concluo que o mundo já é assim, o que precisa mudar são as pessoas.”

Filipa nos ensina que ser mulher está muito além de uma questão de gênero, é sobre se reinventar, resistir e se permitir.

 

Produção: Mariana Marques.

UniFASar

ERM



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