Primeiro elegemos um Presidente da República que baseou sua campanha nas redes sociais e esta semana surgiu a noticia de que influenciada por comentários negativos nas redes sociais, a administração de Lafaiete resolveu cancelar o carnaval oficial. Diante desse suposto argumento fico assustado como a tecnologia pode influenciar para o bem e para o mal.
Através do teclado do meu computador digito esse texto e através da sua tela você o lê. Aqui criamos um elo de comunicação, neste momento somos ajudados pela tecnologia. A tecnologia nos ajuda em diversas áreas facilita processos, acelera as comunicações e gera resultados rápidos. Acontece que para tudo há um limite, e ainda que não faça tantos anos que a tecnologia atingiu seu ápice, existem pessoas comprovando na pele que o excesso pode prejudicar a vida social e até mesmo a saúde. Tornou-se comum vermos famílias inteiras ou grupos de amigos em um restaurante, por exemplo, imersos, todos, em seus celulares e smartphones ultramodernos sem conversar.
Há também outras situações que nos mantém reféns dessas modernidades: ter que olhar o email diversas vezes por dia, acompanhar as atualizações das redes sociais, responder centenas de mensagens e de depender de uma conexão de alta velocidade 24 horas por dia para satisfazer nossas curiosidades, buscar informações, cumprir tarefas, pagar contas, descobrir tendências, idéias, empresas, pessoas, etc.…
É notório que a internet e as redes sociais obtiveram um grande avanço nos últimos anos, acompanhados do crescimento dos aparelhos eletrônicos e dos meios de interação com o mundo virtual. O número de pessoas expondo cada passo de sua vida nas redes sociais aumentou consideravelmente nos últimos anos. É comum nos conectarmos a uma rede social como, por exemplo, o Facebook, WhatsApp ou o Instagran e nos depararmos com uma seqüência de postagens, sejam elas fotografias ou textos, de pessoas expondo exatamente o que elas fazem durante o dia ou, o que estão pensando e ate desejando. Para a maioria das pessoas, as redes sociais servem como um meio de aumentarem sua autoestima e de se sentirem pessoas importantes, amadas e queridas, visto que, as mesmas podem expor fotos lindas e editadas do seu suposto dia maravilhoso para que recebam o maior número possível de curtidas de pessoas conhecidas e, também, desconhecidas.
Sempre afirmo que o computador é a coisa mais burra que eu conheço, pois ele depende 100% de mim para ser útil. Por mais que busquemos as tecnologias mais incríveis, ainda assim é o homem que as inventa, as cria, ou seja, todo potencial de sua criação está no homem. Esse encontro me fez pensar quão alta é a tecnologia do nosso próprio corpo. Possuímos a mais avançada tecnologia, a tecnologia natural, biológica, humana… ou seja, não podemos esquecer as funções que nosso corpo desempenha a quantidade de informações que armazenamos como conseguimos acessá-las a uma velocidade absurda, a capacidade de bilhões de cálculos, o potencial analítico que temos autoregulações corporais, sentimentos, emoções e razão. Precisamos de um movimento que valorize as características naturais do homem, que respeite seus limites e que trabalhe dentro de um nível de tolerância individual, considerando que somos diferentes, que suportamos coisas absolutamente distintas. Os talentos também são individuais, devem ser exercitados, desenvolvidos e o tempo que nos prendemos à tecnologia muitas vezes consome esses importantes momentos.
O que não nos damos conta é que podemos escolher o que pensar e como pensar, as imposições da atualidade dificultam esse processo, mas ainda depende de nós essa escolha.
Tô Sabendo e Vou Falar!
Aaron Fênix
