
Enquanto na maioria das cidades o serviço púbico de saúde disponibiliza apenas preservativos masculinos e pílulas anticoncepcionais para o controle da natalidade, em Congonhas as unidades básicas de saúde (UBSs) realizam a inserção do Dispositivo Intra-Uterino (DIU), que ajuda a evitar a gravidez.
Todos os médicos que atuam na rede de atenção básica passaram por um treinamento durante o Programa de Educação Permanente (PEP). Cinco monitores estão acompanhando os outros profissionais na realização dos procedimentos.
O DIU oferecido pelo SUS é feito de cobre, e possui cerca de 4 cm. É um método contraceptivo de longa duração, que pode ser usado por até dez anos. O dispositivo não protege contra infecção por HIV (AIDS) e outras infecções sexualmente transmissíveis.“Ele tem uma taxa muito boa de eficácia. A taxa de falha dele é baixíssima, se aproxima da taxa de falha da laqueadura; menos de uma mulher, entre cem, que usam e engravidam em um ano. A satisfação das mulheres é muito grande”, destaca a médica de Família e Comunidade, Luísa Sampaio de Mendonça.
Quem pode colocar?
Qualquer mulher em idade fértil pode colocar o DIU, basta procurar a unidade de saúde mais próxima para receber orientações quanto à inserção e sua utilidade. Depois, o procedimento é agendado. Ele não é indicado para mulheres que ainda não tiveram relações sexuais.
Outros métodos contraceptivos
Em Congonhas, as unidades oferecem pílulas anticoncepcionais de hormônios combinados ou isolados, prescritos conforme a necessidade da paciente, além do anticoncepcional injetável. Também são distribuídos preservativos para homens e mulheres, que são o único método que protege contra infecções sexualmente transmissíveis.
