
Cresceu nos últimos dias o clima de animosidade entre o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Conselheiro Lafaiete e o líder do prefeito Mário Marcus na Câmara Municipal. O motivo do desentendimento foi a votação, no dia 28 de novembro, do projeto encaminhado pelo prefeito ao Legislativo que reduz de 36 para 30 horas a jornada de trabalho das cantineiras e auxiliares de serviços de educação. Na ocasião, o vereador João Paulo Resende (DEM) denunciou que a Câmara estaria sendo pressionada pelo presidente do Sindicato dos Servidores, Valdiney Delmaschio Alves, a promover uma alteração no texto, que de acordo com o vereador atrasaria a tramitação da proposta, que só poderia ser votada no ano que vem, prejudicando as profissionais da educação e os candidatos que prestaram o concurso público que vence no próximo dia 20.
Repúdio
Em resposta, o dirigente sindical publicou uma nota de repúdio, na qual afirma que alguns vereadores, sem nominar nenhum deles, tentaram depreciar sua imagem e a do sindicato distorcendo fatos e disseminando inverdades. Segundo Valdiney, o sindicato enviou à Câmara ofício pedindo apenas que fosse feita uma emenda ou a supressão de um artigo que (conforme suas palavras), num ato de má fé, foi incluído no projeto de redução da carga horária. Na nota, Delmaschio sustenta que, se as comissões tivessem feito a alteração em tempo hábil, não haveria nenhum atraso na votação.
Resposta

Na sessão desta terça-feira (03/12), alguns vereadores repercutiram a polêmica. Alegando não lembrar o nome do sindicalista, João Paulo refutou as argumentações de Valdney dizendo que, ao contrário do que está escrito na nota, o presidente foi sim à Câmara conversar com os vereadores: “Em momento algum, disse que o sindicato esteve nesta casa, mas que seu presidente esteve e andou de gabinete em gabinete dizendo que não poderíamos aprovar a proposta. Mas, no dia em que estava todo mundo aqui e ele ao lado do prefeito, disse que era a favor e lutou pelas cantineiras, quando quem mais lutou foram os vereadores Pedrinho e Sandro. Esta casa aprovou em tempo recorde e todos contribuíram, mas é mentira ele dizer que foi o que mais lutou. Ele nos acusa de leviandade, mas agiu de uma maneira na frente das ASE’s e de outra nas costas delas. Vou pedir ao presidente que disponibilize as imagens do circuito interno pra que vocês o vejam indo, sala por sala, pedindo pra fazermos a emenda”.
Também omitindo o nome de Valdiney Alves, o vereador Oswaldo Barbosa (PP) endossou as palavras do líder do governo: “É notório que o presidente do sindicato esteve aqui, visitou quase todos os gabinetes e, como se não bastasse, também abordou vários vereadores, inclusive a mim, na entrada do Plenário. Do mesmo jeito que ele esteve aqui, me disponho a ir ao sindicato para esclarecer a situação”, pontuou Professor Oswaldo.
