A eleição deste 25 de outubro de 2026 não é apenas mais uma eleição. É um momento decisivo para a democracia e para o futuro do Brasil.
Defender a democracia também significa respeitar as diferenças. Não precisamos pensar igual para conviver em sociedade. Divergências políticas fazem parte do processo democrático, mas não podem justificar uma ruptura com direitos conquistados com muita luta ao longo da história de uma nação.
É preciso compreender as falhas e erros de um governo. É preciso desejar um país melhor para todos, que precisa enfrentar a desigualdade social, ampliar oportunidades, fortalecer a educação pública, garantir acesso à saúde e assegurar dignidade a milhões de brasileiros que ainda vivem em situação de vulnerabilidade.
O debate político nacional tem sido marcado por diferentes visões sobre o papel do Estado e as responsabilidades do poder público. De um lado, há quem defenda políticas públicas voltadas à redistribuição de renda e à ampliação da proteção social. De outro, existem propostas que priorizam maior participação do mercado e diferentes modelos de atuação governamental.
Cabe ao eleitor avaliar essas propostas, conhecer os resultados das políticas adotadas e decidir quais caminhos correspondem às suas convicções e expectativas. Mas há algo que precisa estar acima das disputas partidárias: o respeito à democracia. O direito de escolher os representantes e a liberdade para viver no país que vem a partir de 1º de janeiro de 2027.
A democracia não se resume ao direito de votar. Ela também se expressa na defesa dos direitos trabalhistas, na proteção dos que mais precisam, no combate à violência e à corrupção.
Neste domingo, o convite é para que cada eleitor faça a sua parte. Que o desânimo não seja maior do que a responsabilidade cidadã. Que a indiferença não ocupe o lugar da participação. E que a abstenção dê lugar à consciência de que cada cidadão precisa contribuir para a escolha dos representantes do país. É importante não permitir que a descrença na política se transforme em afastamento da vida pública. A abstenção enfraquece a participação popular e reduz a presença de cidadãos no processo de escolha dos representantes.
Defender ideais de justiça social não significa ignorar problemas, deixar de cobrar resultados ou concordar com todas as decisões de um governo. Significa reconhecer a importância de políticas que busquem reduzir desigualdades, ampliar direitos e criar condições para que todos tenham oportunidades de viver com dignidade.
O Brasil é um país diverso, formado por pessoas com histórias, necessidades e opiniões diferentes. Essa diversidade deve ser respeitada. A divergência política não pode justificar o ódio, a violência ou a tentativa de silenciar quem pensa de outra maneira.
Neste domingo o desafio é participar, refletir e escolher com responsabilidade. Que cada eleitor considere não apenas as promessas, mas também as propostas, as ações realizadas e os compromissos assumidos com a população pelos dois candidatos que agora se apresentam.
