O desabamento de parte do forro do teto da Unidade Básica de Saúde Maria Celeste, no bairro Rochedo, em Conselheiro Lafaiete, foi exposto durante a sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (20). A vereadora Gina Costa (Mobiliza), presidente da Comissão de Saúde, apresentou fotografias e vídeos dos estragos provocados após as chuvas do último fim de semana. O incidente ocorreu cerca de 20 dias depois de uma fiscalização em que os parlamentares (Gina/Roger Diego e Arlindo Leiteiro) já haviam alertado para os riscos estruturais do imóvel. Após a fiscalização no dia 20 de setembro a comissão apresentou requerimento que foi aprovado e encaminhado à Secretaria de Saúde relatando os fatos e questionando ações que seriam tomadas.

Além do forro, a infiltração para o andar de baixo foi tão forte que salas e consultório sofreram danos, a sala de medicamentos foi atingida pela água. A água também danificou computadores, molhou materiais e atingiu luminárias, aumentando o risco de curto-circuito. O pavimento superior apresenta infiltrações, e o consultório odontológico permanece sem condições de funcionamento; assim como demais salas.
“Que situação é essa em que um prédio novo tem um andar inteiro que não pode sequer ser lavado porque, se jogar água no chão, o andar de baixo fica encharcado? Que prédio público é esse em que a chuva coloca em risco o funcionamento de salas e consultórios? Providência tem que ser tomada urgentemente, enquanto a obra ainda está no período de garantia. Caso contrário corre-se o risco do município ficar com mais este prejuízo”, ponderou Gina Costa.
O vereador João Paulo Pé Quente (PSD), que presidiu a CPI, lamentou a deterioração do imóvel e defendeu a responsabilização da empresa caso sejam comprovadas irregularidades. O relatório da CPI já foi encaminhado ao Ministério Público . Gina Costa cobrou a convocação da construtora para apresentar soluções.
A obra
Inaugurada no final de 2024, a unidade foi investigada pela CPI das Obras e entre os problemas apontados está a não execução integralmente dos serviços de impermeabilização. A justificativa teria sido a aceleração dos trabalhos para permitir a inauguração do prédio. A obra foi executada pela empresa Azevedo Engenharia e Construções Ltda e teve custo superior a dois milhões ne meio de reais.