Os problemas provocados pelas obras de drenagem pluvial no bairro Novo Horizonte voltaram a gerar cobranças na Câmara de Lafaiete, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (8). Dois acidentes foram registrados nesta semana quando um ônibus ficou atolado em um buraco e um carro caiu em uma vala aberta na região. Os episódios agravaram a preocupação dos moradores, que relatam lama, buracos, poeira, dificuldades de acesso às residências e receio de interrupção do transporte coletivo.
Gina Costa voltou a cobrar atenção às condições enfrentadas pela população durante a execução das obras, mas também da necessidade de fiscalização do contrato e execução. “Para que não tenhamos outra CPI”, disse ao fazer alusão à Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar obras mal executadas na gestão anterior, como da galeria da rua Dr. Moreira e da Escola Luiz Radamés.
João Paulo Pé Quente e Erivelton Jayme também reforçaram as cobranças durante a sessão buscando informações sobre o fiscal do contrato, assim coo Damires Rnarlly, Pedro Américo e Oswaldo Barbosa.
A obra
As intervenções tiveram início em junho, quando a Prefeitura anunciou a implantação de uma das maiores redes de drenagem pluvial do município. A obra pretende resolver problemas antigos de escoamento das águas da chuva, mas sua execução passou a provocar dificuldades de circulação de moradores, sobretudo com a chegada do período chuvoso.

Informações foram solicitadas via requerimentos sobre compactação do solo, limpeza, controle da poeira, segurança e cumprimento das obrigações da empresa executora. Também já foram solicitadas cópias do contrato, eventuais aditivos, situação atual dos serviços e previsão de término. Também é preciso verificar se os danos observados nas ruas decorrem das escavações, das chuvas ou de processos erosivos que exigem intervenções específicas.
Na segunda-feira (05) o Fato Real questionou o secretário municipal de Obras sobre a situação. Guilherme Albuquerque comentou sobre o volume pluviométrico grande nos últimos dias, e informou que naquele mesmo dia teria uma reunião com a empresa responsável pela obra, para entender o que houve de danos por conta da chuva e o que teria que ser refeito e já programar um novo cronograma. E que após a reunião falaria com nossa reportagem, mas não deu mais retorno.
