Finalmente, está chegando o dia da eleição. Tive a impressão de que, mesmo que a campanha tivesse durado apenas cerca de 3 meses, a sensação foi de dez anos. Foram tantas reviravoltas, denúncias – relacionadas ao processo eleitoral ou não – que todos nós, que gostamos de política, ficamos exaustos.
Dizem que as eleições são a festa da democracia. Eu preferiria que o comparecimento a essa festa não fosse obrigatório. Claro que eu iria mesmo assim porque considero importantíssimo votar – mas evitaria que aqueles que pegam papel no chão para digitar números na urna, sem sequer saber de quem se trata o candidato, comparecessem. Mas isso é assunto para outro texto.
No domingo, votaremos na seguinte ordem: 1) deputado federal; 2) deputado estadual/distrital; 3) senador 1; 4) senador 2; 5) governador; 6) presidente da República. Será uma votação longa, com muitos números – por isso, a colinha é fundamental.
Sim, você votará duas vezes para senador. Precisa ter dois candidatos diferentes.
Ao final do texto vou deixar uma orientação que você pode baixar, anotar ou imprimir com a ordem certa de votação e quantidade de números exigidos para cada cargo para que você possa imprimir/copiar e preencher – apenas se lembre: apesar de poder usar seu celular para se identificar, não pode entrar com ele na cabine de votação. Então, você tem que ter a colinha em um papel.
Prepare seu e-título, caso já tenha registrado a biometria na Justiça Eleitoral, ou leve o título de papel, para conferir zona e seção, mais um documento com foto, que é obrigatório. Você pode votar apenas com o documento com foto se souber onde. Este ano o e-título pode ser baixado e atualizado até no dia da votação – mas evite transtornos. Prepare-se com antecedência.
É importante pensarmos que a escolha cuidadosa de nossos candidatos deve abraçar algumas coisas. Devemos pensar em nomes que tenham boa reputação e, preferencialmente, experiência para o cargo ou com a “coisa pública” (participação em conselhos de fiscalização etc) – e que defendam bandeiras com as quais concordamos, sim. Mas especialmente que defendam bandeiras que PRECISAMOS, não apenas individualmente, mas coletivamente.
Então, se você é classe trabalhadora, assim como eu, procure saber o que seu candidato pensa de coisas como: diminuição de impostos sobre a cesta básica; escala 6X1 de trabalho; reajuste do salário-mínimo e da aposentadoria; direitos trabalhistas. Observe se há propostas para moradia popular, saneamento básico, empregabilidade. Veja se há propostas concretas para saúde, educação, segurança pública.
Pense que: deputados e senadores fazem leis – mas também podem destinar recursos para as cidades/estados. Para os que estão procurando a reeleição: quanto de dinheiro mandaram para sua cidade?
Governadores e presidente executam o orçamento e tomam importantes decisões sobre políticas públicas. Governadores possuem papel central por exemplo, na educação básica e segurança pública – observe as propostas dos candidatos sobre o tema. Presidente é responsável por políticas de amplo espectro como o combate à desigualdade, as relações do país com outros, economia (o que impacta na empregabilidade, custo de vida e inflação) e impactos climáticos em tempos de El Niño. Seu candidato propõe o quê?
No mais, votar é um direito. Exerça-o com o cérebro – nem com o coração, nem com o fígado. Que bons ventos cheguem para nosso país na segunda. Vamos precisar.
Notinha:
Para votar, ensino meus alunos a jogarem três coisas no Google:
- Escândalos de (NOME DO CANDIDATO).
- (NOME DO CANDIDATO) envolvido em.
- (NOME DO CANDIDATO) projetos em benefício dos trabalhadores.
Usem e abusem.

Profa. Érica
@ProfaEricaCL
