O último debate entre os candidatos ao Governo de Minas, realizado pela TV Globo na noite de terça-feira (29) e encerrado na madrugada desta quarta-feira (30), foi marcado por críticas, acusações e confrontos diretos. Participaram Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT). O encontro abordou dívida estadual, segurança, feminicídio, economia, infraestrutura e desenvolvimento regional.
O embate mais tenso envolveu Cleitinho e Mateus Simões. O senador, que aparece na liderança das pesquisas recentes, foi questionado pelo governador sobre segurança pública e emendas parlamentares. Cleitinho reagiu dizendo que “perder faz parte”, enquanto Simões pediu que o adversário se acalmasse. A pesquisa Quaest divulgada na terça-feira apontou Cleitinho com 37% das intenções de voto, seguido por Patrus, com 18%, e Kalil, com 9%.
Minas além da capital
O próprio formato do debate reservou um bloco para questões regionais. Na discussão apareceram, por exemplo, problemas relacionados a estradas privatizadas e pedágios. Mas para quem vive no interior, a cobrança é mais ampla. Rodovias, hospitais regionais, segurança nas cidades menores, geração de emprego, turismo, agricultura, mineração, indústria e comércio fazem parte de uma agenda que ultrapassa Belo Horizonte e a Região Metropolitana.
O debate deixa, portanto, uma questão objetiva para a reta final da eleição: além de apresentar propostas, os candidatos precisarão explicar quanto custam, de onde virão os recursos, quais municípios serão atendidos e em quanto tempo as medidas poderiam sair do papel. O confronto televisivo termina, mas decisões sobre infraestrutura, saúde, segurança e desenvolvimento permanecem na rotina dos mineiros.
