O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, distribuirá quase R$ 5 bilhões entre os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026. PL, PT e União Brasil concentram aproximadamente 41% dos recursos, enquanto dez legendas recebem apenas a parcela mínima prevista na legislação.
O PL terá a maior fatia, com R$ 881,7 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615,4 milhões, e pelo União Brasil, que receberá cerca de R$ 526 milhões. Na sequência aparecem PSD, com R$ 421 milhões; PP, com R$ 417,1 milhões; MDB, com R$ 400 milhões; Republicanos, com R$ 348,6 milhões; Podemos, com R$ 246 milhões; PDT, com R$ 169,3 milhões; e PSB, com R$ 152,3 milhões.
Como funciona a distribuição dos recursos
Criado em 2017, o Fundo Eleitoral passou a ser a principal fonte pública de financiamento das campanhas após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir doações empresariais para candidatos e partidos. Os recursos são destinados exclusivamente às despesas eleitorais, enquanto campanhas também podem receber doações de pessoas físicas e recursos próprios, dentro dos limites legais.
A distribuição segue quatro critérios. Dos recursos, 2% são divididos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE, o que representa cerca de R$ 3,3 milhões por legenda em 2026. Outros 35% são destinados às siglas que possuem ao menos um representante na Câmara, proporcionalmente aos votos obtidos na eleição anterior. Mais 48% consideram o tamanho das bancadas na Câmara, enquanto os 15% restantes levam em conta a representação no Senado. Dessa forma, votação e presença no Congresso determinam as maiores diferenças entre os valores destinados às legendas.
