Comerciantes instalados no entorno da rodoviária de Carandaí voltaram a cobrar providências do poder público diante da presença frequente de pessoas em situação de rua na região. Segundo relatos encaminhados à reportagem nesta segunda-feira (17), a permanência diante dos estabelecimentos estaria afastando clientes, reduzindo o movimento e provocando preocupação entre comerciantes e usuários do terminal.
Os relatos indicam que o problema não é recente e teria se intensificado. A situação, inclusive, já chegou à Câmara Municipal em 2022, quando a Comissão de Segurança Pública se reuniu com a Polícia Militar e a coordenação do terminal para discutir a presença de moradores em situação de rua no entorno da rodoviária. A repetição das reclamações, quatro anos depois, levanta questionamentos sobre a efetividade das medidas adotadas até agora.
Problema antigo, resposta que precisa ser permanente
Os comerciantes afirmam que não defendem simplesmente a retirada dessas pessoas das ruas. A principal cobrança é por uma atuação capaz de conciliar assistência social, segurança, organização urbana e funcionamento dos estabelecimentos. A própria estrutura municipal dispõe de CRAS e CREAS, além de serviços ligados à Assistência Social.
O debate também já avançou no Legislativo. Um anteprojeto de lei apresentado na Câmara propôs a criação de uma política pública integrada e permanente para pessoas em situação de rua, incluindo medidas de acolhimento e reinserção social. Pelo modelo previsto no Sistema Único de Assistência Social, o atendimento deve envolver abordagem social, acompanhamento especializado e encaminhamento para outras políticas públicas, e não apenas a retirada das pessoas dos espaços públicos.
