Um fonoaudiólogo foi preso preventivamente pela Polícia Civil na quarta-feira (12), em Barbacena, suspeito de violação sexual mediante fraude contra seis mães de pacientes da APAE de Barroso, no Campo das Vertentes. Segundo as investigações, o profissional teria chamado as mulheres ao consultório sob o pretexto de ensinar um teste ou procedimento que deveria ser aplicado nos filhos e, durante os encontros, realizado toques de cunho sexual. O investigado prestou depoimento e negou as acusações. A prisão foi autorizada pela Justiça após representação da Polícia Civil.
APAE afirma ter afastado profissional após primeiras denúncias
De acordo com a APAE de Barroso, o fonoaudiólogo prestou serviços na instituição por aproximadamente 28 dias. Em uma mesma semana, a direção recebeu duas denúncias formais apresentadas por mães de usuários. A entidade afirma que suspendeu imediatamente os atendimentos, impediu o profissional de continuar as atividades e, após uma apuração inicial, providenciou o desligamento. A APAE também informou que colaborou com a Polícia Civil, fornecendo documentos e informações solicitados, além de orientar as famílias a procurar os órgãos competentes.
A instituição ressaltou ainda que as denúncias apresentadas inicialmente envolviam as mães dos usuários, e não relatos de ocorrências contra as crianças atendidas. A investigação policial, contudo, reúne seis relatos de mulheres que afirmam ter sido vítimas durante o período em que o profissional atuou na entidade. Conforme os depoimentos divulgados sobre o caso, o contato com as mães ocorria depois dos atendimentos dos filhos, quando elas eram convidadas a comparecer ao consultório para receber orientações relacionadas a testes ou atividades domiciliares.
O investigado foi encaminhado ao Presídio de Barbacena, onde permanece à disposição da Justiça. A apuração segue em andamento para esclarecer as circunstâncias dos fatos e reunir os elementos necessários à investigação. O crime de violação sexual mediante fraude está previsto no artigo 215 do Código Penal e envolve a prática de ato sexual mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.
