A intensificação de chuvas, ondas de calor e queimadas já altera a forma de administrar rodovias em Minas Gerais. Na BR-040, entre Belo Horizonte e Juiz de Fora, a EPR Via Mineira ampliou o monitoramento meteorológico e as ações preventivas para reduzir riscos de alagamentos, erosões, instabilidade de encostas e danos ao pavimento. O trecho de 232 quilômetros atravessa 15 municípios, incluindo Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Carandaí e Barbacena.
Monitoramento virou parte da operação
A concessionária mantém um Centro de Controle Operacional em funcionamento permanente e utiliza informações meteorológicas para antecipar situações de risco. Os dados orientam as equipes de operação, conservação e engenharia, principalmente em áreas com taludes inclinados e pontos mais baixos. A estratégia ganhou relevância após as fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata no início deste ano e provocaram impactos na infraestrutura regional.
A prevenção inclui limpeza e ampliação de sistemas de drenagem, inspeção de encostas, controle de erosões e manutenção do pavimento. Em 2025, a concessionária já havia reforçado essas medidas antes do período mais chuvoso, com limpeza de drenagens, contenção de encostas e selagem de trincas. Em 2026, obras de pavimentação e sinalização também avançaram em municípios como Lafaiete, Barbacena, Oliveira Fortes e Santos Dumont.
A adaptação também alcança os materiais utilizados na estrada. Entre as soluções avaliadas está o uso de borracha de pneus no asfalto, com potencial para aumentar a resistência do pavimento às deformações provocadas pelas variações de temperatura. A necessidade de proteger a malha é estratégica: segundo dados citados em documento do Senado com base na Pesquisa CNT de Rodovias, o transporte rodoviário responde por cerca de 65% das cargas movimentadas no país.
