Com o retorno das aulas em Conselheiro Lafaiete e em toda a região, autoridades reforçam um alerta aos pais e responsáveis afim de evitar divulgar nas redes sociais informações que revelem a rotina das crianças. Fotos com uniforme escolar, identificação da escola, horários de entrada e saída e locais de atividades extracurriculares podem fornecer dados valiosos para criminosos, facilitando desde trotes de falso sequestro até a escolha de possíveis vítimas. O alerta é reforçado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que orienta as famílias a redobrarem os cuidados durante o período de volta às aulas.
Segundo o MPMG, a chamada engenharia social utiliza informações compartilhadas espontaneamente pelas próprias vítimas para tornar golpes mais convincentes. Ao identificar a escola frequentada, os horários habituais e até familiares da criança, criminosos conseguem elaborar abordagens mais detalhadas e transmitir falsa credibilidade em contatos telefônicos ou mensagens. Por isso, a recomendação é evitar publicações que permitam identificar a rotina dos estudantes ou sua localização em tempo real.
Além de restringir a exposição de imagens com uniformes e placas de identificação, os responsáveis devem revisar as configurações de privacidade das redes sociais, limitar o acesso às publicações apenas a pessoas conhecidas e conversar com crianças e adolescentes sobre os riscos do compartilhamento de informações pessoais. Também é recomendado desativar a geolocalização automática das fotos e evitar informar datas, horários e trajetos frequentes.
Embora o registro do primeiro dia de aula seja um momento marcante para muitas famílias, órgãos de proteção à infância destacam que a segurança deve prevalecer sobre a exposição nas plataformas digitais. A adoção de medidas simples reduz a quantidade de informações disponíveis para criminosos e contribui para proteger crianças e adolescentes dentro e fora do ambiente virtual.
