A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou, nesta terça-feira (28), o pedido de desaforamento apresentado pela defesa do acusado de matar Wanderleia Stefani Leite, de 26 anos. Com a decisão, o Tribunal do Júri será realizado na comarca de Barbacena, mantendo a definição inicial do processo. A nova data da sessão ainda será marcada pela Justiça, sob a presidência do juiz José Carlos dos Santos, titular da 2ª Vara Criminal.
O julgamento estava previsto para 8 de julho, mas foi suspenso após a defesa solicitar a transferência para outra comarca, alegando possível comprometimento da imparcialidade dos jurados. Com o indeferimento do pedido pelo TJMG, o processo entra na fase final e seguirá normalmente em Barbacena, onde os jurados decidirão sobre a responsabilidade criminal do réu.
O crime ocorreu em julho de 2023, em um sítio na Colônia Rodrigo Silva, zona rural de Barbacena, e causou forte repercussão na região. Wanderleia foi encontrada morta e, inicialmente, foi divulgada a versão de que ela teria sido atacada por um cão da raça rottweiler que vivia na propriedade. As investigações da Polícia Civil, porém, descartaram essa hipótese após laudos periciais concluírem que os ferimentos eram incompatíveis com um ataque do animal.
Segundo o Ministério Público, o então namorado da vítima tentou atribuir a morte ao cachorro para ocultar o homicídio. Com base nas provas reunidas durante a investigação, ele foi preso e denunciado pelo crime. Agora, após a decisão do TJMG, o caso avança para o julgamento pelo Tribunal do Júri na comarca de Barbacena.
