As convenções partidárias em Minas Gerais entraram na reta decisiva sem consolidar as principais chapas que disputarão o Governo do Estado nas eleições deste ano. A primeira semana de reuniões terminou com definições pontuais, mas manteve em aberto candidaturas ao Executivo, vice-governador, Senado e alianças entre partidos. As legendas têm até 5 de agosto para homologar os nomes, enquanto o registro oficial das candidaturas poderá ser feito até 15 de agosto.
Entre os principais impasses está a situação do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não confirmou se disputará o governo mineiro. O Republicanos aprovou a possibilidade de alianças com a Federação União Progressista e o Podemos, mas encerrou sua convenção sem anunciar uma chapa. O PL também se reúne nesta semana para decidir se lançará candidato próprio ou apoiará Cleitinho, tendo apenas a candidatura de Domingos Sávio ao Senado como definição prevista.
Outras siglas avançaram parcialmente. O PDT confirmou Alexandre Kalil como candidato ao Governo, mas deixou vagas em aberto para vice e Senado. O PT marcará para sexta-feira (31) a oficialização de Patrus Ananias ao governo e Marília Campos ao Senado, enquanto PSB, MDB, PSD e Novo ainda negociam a composição de suas chapas. O governador Mateus Simões deve ser confirmado candidato à reeleição, e Gabriel Azevedo também deverá ter o nome homologado pelo MDB.
A maior disputa nos bastidores envolve o apoio da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Com amplo tempo de propaganda eleitoral e maior capacidade de financiamento de campanha, a aliança tornou-se peça estratégica para diferentes candidaturas. A definição foi deixada para 3 de agosto, quando os partidos decidirão se lançarão candidato próprio ou qual projeto político irão apoiar, influenciando o cenário da eleição em Minas.
