Neste domingo (05), o confronto entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 terá um significado diferente para os moradores de Catas Altas da Noruega. Enquanto milhões de brasileiros estarão atentos ao desempenho da Seleção, o pequeno município mineiro também ganhará os holofotes por carregar, há séculos, o nome do país europeu. A coincidência desperta curiosidade e leva muitos torcedores a conhecerem uma das histórias mais peculiares da toponímia de Minas Gerais.
Ao contrário do que muita gente imagina, o nome do município não surgiu por influência de imigrantes noruegueses. A origem está ligada ao período do ciclo do ouro. No século XVIII, existiam na região importantes áreas de mineração conhecidas como Catas Altas e Noruega. Com o tempo, os dois garimpos passaram a formar uma única referência geográfica, dando origem ao atual nome da cidade. O distrito pertenceu a Conselheiro Lafaiete até o século XIX e conquistou a emancipação em 1962.
Uma das versões mais difundidas sobre o nome “Noruega” afirma que os primeiros exploradores compararam a paisagem local às montanhas úmidas, cobertas por neblina e com pouca incidência de sol, características associadas ao país escandinavo. Embora não exista comprovação histórica definitiva para essa interpretação, ela permanece viva na tradição oral e reforça a identidade do município, cercado por serras, igrejas históricas e construções que preservam a memória da mineração colonial.
A partida deste fim de semana também reúne duas seleções em momentos marcantes. A Noruega voltou a disputar uma Copa do Mundo após 28 anos de ausência e chega embalada pela geração liderada por Erling Haaland e Martin Ødegaard. Para os moradores de Catas Altas da Noruega, porém, o jogo vai além do futebol. É uma oportunidade para que um nome curioso desperte interesse pela história, pelo patrimônio cultural e pelas tradições da cidade mineira.
