Minas Gerais registrou o pior desempenho em segurança rodoviária entre os estados do Sudeste, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O estudo aponta que 30,9% das rodovias mineiras estão na faixa mais crítica de proteção aos motoristas, enquanto apenas 22,4% apresentam alto nível de segurança. O cenário afeta diretamente cidades cortadas por importantes corredores de transporte, como Conselheiro Lafaiete e municípios da região Central do estado, onde o fluxo de veículos de carga e passageiros é intenso.
De acordo com a pesquisa, 46,7% das estradas mineiras possuem nível intermediário de segurança. A CNT destaca que a situação está relacionada à falta de investimentos contínuos em infraestrutura. Entre os principais problemas identificados estão falhas no pavimento, deficiência na sinalização, geometria inadequada das vias e ausência de acostamentos. O levantamento revela ainda que 55,1% dos trechos avaliados não contam com acostamento e que 87,9% da malha é formada por pista simples.
Os impactos vão além da segurança viária. Segundo a entidade, trafegar por rodovias em condições inadequadas aumenta em média 34,8% o custo operacional do transporte, refletindo diretamente na circulação de mercadorias e no preço de produtos. A pesquisa identificou 138 pontos críticos em Minas Gerais, incluindo erosões, buracos de grandes dimensões, pontes estreitas e quedas de barreira. Para recuperar a malha analisada, a estimativa de investimento é de R$ 15,84 bilhões.
O estudo também aponta diferença significativa entre rodovias concedidas à iniciativa privada e aquelas administradas pelo poder público. Nas estradas concedidas, 60,2% dos trechos apresentam alto índice de segurança e apenas 2,5% estão na faixa crítica. Já nas rodovias públicas, somente 1,5% alcançam alto nível de proteção, enquanto 46,6% registram baixo índice de segurança, evidenciando os desafios para a melhoria da infraestrutura viária em Minas Gerais.
