O Coral Cidade dos Profetas, de Congonhas, passou a integrar oficialmente o patrimônio cultural de relevância do Estado após a sanção da Lei nº 25.899. O reconhecimento destaca os 38 anos de atuação do grupo na preservação, pesquisa e difusão da música colonial mineira, um dos mais importantes legados artísticos produzidos em Minas Gerais entre os séculos XVIII e XIX. A medida reforça o papel da instituição na valorização da memória cultural da região e do estado.
Fundado em 1988 e mantido pela Associação Cultural Canto Livre, o coral se consolidou como referência na interpretação da música sacra e colonial mineira. Ao longo de quase quatro décadas, o grupo desenvolveu um trabalho contínuo de resgate histórico, levando ao público obras que marcaram a formação cultural do Brasil. Em Congonhas, cidade reconhecida por seu patrimônio barroco, o coral mantém viva uma tradição musical que atravessa gerações e fortalece a identidade mineira.
Para o maestro José Herculano Amâncio, fundador e regente do grupo, o reconhecimento representa um passo importante para a continuidade do trabalho desenvolvido desde a criação do coral. Segundo ele, a conquista fortalece a missão de preservar e difundir esse patrimônio cultural, além de valorizar todos aqueles que contribuíram para a trajetória da instituição ao longo dos anos. A homenagem está alinhada às diretrizes da Lei nº 24.219/2022, voltada à proteção de manifestações culturais consideradas fundamentais para a identidade do povo mineiro.
Com quatro álbuns gravados, participação em Semanas Santas, Festivais de Inverno e encontros nacionais e internacionais de corais, o Coral Cidade dos Profetas também investe na formação musical gratuita para pessoas de diferentes idades.
