A dificuldade para realizar exames de raio-X em Conselheiro Lafaiete voltou ao debate na Câmara Municipal, nesta terça-feira (09). Vereadores relataram que continuam recebendo reclamações de moradores que não conseguem acesso ao procedimento pela rede pública, considerado um dos exames mais básicos. Os relatos também apontam problemas para a realização de ultrassonografias, endoscopias e colonoscopias, ampliando a preocupação com a oferta de serviços de diagnóstico no município.
Parlamentares afirmaram ter atendido cidadãos que apresentaram pedidos médicos e documentação regular, mas ainda assim não conseguiram realizar os exames. Segundo Gina Costa, Damires Rinarlly e Pedro Américo a informação recebida por parte da população diverge das explicações oficiais. Enquanto usuários relatam a falta de atendimento, a administração municipal sustenta que medidas estão sendo adotadas para restabelecer os serviços.
Durante a discussão, surgiram dúvidas sobre uma possível interrupção dos atendimentos por parte das clínicas credenciadas. Vereadores citaram relatos de que prestadores de serviço não estariam realizando exames, o que alimentou especulações sobre atrasos em pagamentos. Em resposta, foi informado pela vereadora Simone do Carmo, líder de governo, que o primeiro processo de credenciamento promovido pela Secretaria Municipal de Saúde não atraiu interessados devido aos valores inicialmente propostos. Com isso, o procedimento precisou ser republicado com adequação aos preços praticados no mercado.
De acordo com informações repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde ao vereador João Paulo, o novo credenciamento já conta com clínicas habilitadas e a etapa atual envolve a análise documental e a assinatura dos contratos para retomada dos atendimentos. A pasta também informou que não existem clínicas com pagamentos em atraso, uma vez que não havia contratos vigentes durante o período de transição. A expectativa agora é pela efetiva normalização dos exames, diante das reclamações que continuam chegando aos gabinetes e da demanda reprimida enfrentada por pacientes da rede pública.
