O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pelo avanço da agropecuária, pela recuperação da indústria e pelo aumento do consumo das famílias. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e apontam que a economia brasileira movimentou R$ 3,3 trilhões entre janeiro e março.
A agropecuária foi o principal motor do crescimento no período, com alta de 2% em relação ao trimestre anterior. Segundo o IBGE, o resultado foi favorecido pelas condições climáticas e pela safra recorde de soja, que teve aumento de 4,8% na produção e atingiu o maior volume já registrado na série histórica.
A indústria também avançou 1%, com destaque para a extração mineral e a construção civil. Já o setor de serviços, considerado o maior da economia brasileira e responsável por grande parte dos empregos em cidades médias e polos regionais, cresceu 0,5%, puxado pelas áreas de informação, comunicação, comércio e atividades imobiliárias.
Pelo lado do consumo, as famílias brasileiras ampliaram os gastos em 1%, enquanto os investimentos cresceram 3,5% no período, sinalizando maior circulação de recursos na economia. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o PIB avançou 1,8%.
O setor de serviços liderou crescimento anual nesse setor, com alta de 2,1%, seguido pela indústria, que subiu 1,6%, e pela agropecuária, que registrou crescimento de 0,7%. Em regiões como o Alto Paraopeba e Campo das Vertentes, o resultado fortalece atividades ligadas ao comércio, logística, mineração e produção rural, com reflexos também em cidades do interior, como Conselheiro Lafaiete, onde comércio e prestação de serviços acompanham o ritmo da economia.t
Apesar do avanço da economia, alguns indicadores mostraram desaceleração. A taxa de investimento caiu de 17,6% para 16,5% do PIB em um ano, enquanto a taxa de poupança recuou de 15,8% para 15,5%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o país registrou crescimento de 2%, sustentado principalmente pela agropecuária, que avançou 7,5% no período e manteve o campo como um dos principais pilares da economia brasileira em 2026.
